07/08/2020



MS tem mais 10 mortes por coronavírus nas últimas 24 horas e ultrapassa 12 mil casos

Foram 590 infectados confirmados nesta sexta-feira no Estado

Por João Paulo Ferreira - 10/julho/2020 - 10:42 | 0 comentários
Cotidiano


O boletim da Secretaria Estadual de Saúde (SES) desta sexta-feira (10) registra mais 10 mortes por covid-19 e 590 novos casos de infectados com o novo coronavírus em Mato Grosso do Sul nas últimas 24 horas. A doença já provocou 146 óbitos no estado e 12.261 pessoas a contraíram desde o início da pandemia, em março.

Das 10 mortes, 4 ocorreram em Dourados. Uma das vítimas foi o médico Antonio Carlos Monteiro. Ele atuava na linha de frente do combate a doença no Hospital Evangélico. Outras 2 são de moradores de Campo Grande e as cidades de Cassilândia, Maracaju, Corguinho e Sidrolândia, contabilizaram uma, cada. Veja abaixo mais informações:

  • Dourados, mulher, 84 anos, morreu no dia 08/07, sem comorbidades
  • Dourados, mulher, 31 anos, morreu no dia 09/07, tinha diabetes e obesidade
  • Cassilândia, mulher, 90 anos, morreu no dia 09/07, tinha doença cardiovascular crônica
  • Campo Grande, mulher, 89 anos, morreu no dia 09/07, não tinha comorbidades
  • Maracaju, homem, 84 anos, morreu no dia 09/07 e tinha diabetes, doença cardiovascular e doença renal crônica
  • Dourados, homem, 89 anos, morreu no dia 09/07, não tinha comorbidades
  • Dourados, homem, 59 anos, morreu no dia 09/07, tinha hipertensão, obesidade
  • Corguinho, homem, 73 anos, morreu no dia 09/07, tinha diabetes, imunodeficiência/imunodepressão, doença cardiovascular e doença renal crônica
  • Campo Grande, mulher, 67 anos, morreu no dia 09/07 e tinha doença cardiovascular crônica, diabetes
  • Sidrolândia, mulher, 97 anos, morreu no dia 09/07, tinha senilidade

Dos 590 casos confirmados, 43,7%, o equivalente a 258 são de Campo Grande. A capital atingiu nesta sexta a marca de 4.070 registros de covid-19.

A situação, conforme o secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, preocupa muito. “É uma expansão muito forte e é preciso um olhar bastante atento para quebrar a cadeia de transmissibilidade do vírus, o que só pode ocorrer por meio do monitoramento de cada caso e dos seus contatos”, ressaltou.

Além do aumento do número de casos, a taxa de ocupação de unidades de terapia intensiva (UTI’s) para atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) também está elevada, conforme o secretário, chegou a 79%. A do estado é de 55%.

Para desafogar principalmente o Hospital Regional, que é a referência no tratamento da doença no estado, Resende lembrou que na quinta-feira foram entregues em parceria com a prefeitura de Campo Grande, 18 leitos de UTI no Hospital de Câncer Alfredo Abrão. Essas unidades vão receber pacientes não-covid, que estão no Hospital Regional.

Outra medida reiterada por ele, foi a contratação, também junto com o município, de 37 leitos voltados para atendimento de pacientes com covid-19 na rede privada da capital. Esses leitos serão utilizados sempre que a capacidade do Hospital Regional atingir o nível crítico.

Rezende adiantou que na próxima semana essa rede deve ser ampliada, com a disponibilidade de leitos para pacientes com covid e casos suspeitos na Santa Casa e também no hospital da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

Desde o início da pandemia o estado 60.513 testes para a covid-19, mas com a disseminação da doença a demanda aumentou. Ele reiterou que o estado está trabalhando para conseguir uma nova máquina de testagem para o Lacem, em Campo Grande, já que foi atingida a capacidade máxima da unidade.

Além disso, comentou que tem sido feitas parcerias com outras instituições para o encaminhamento de testes, sendo a mais recente com a Fiocruz, que vai receber essas amostras de Mato Grosso do Sul no seu laboratório do Rio de Janeiro.

Das pessoas que contraíram a covid-19 no estado, 4.100 são considerados casos ativos. Desse total, 3.850 estão em isolamento domiciliar e 257 estão internados, sendo 125 em leitos de UTI.

Em contrapartida, já se recuperaram da doença 8.008 pacientes. Isso representa 65,3% do total de casos registrados desde o começo da pandemia.


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