04/04/2020



Procon alerta para variação de preço de álcool em gel e máscaras respiratórias

Produtos receberam um grande aumento na procura após o surto de coronavírus

Por João Paulo Ferreira - 03/março/2020 - 10:30 | 0 comentários
Capital


O Procon de Campo Grande realizou uma pesquisa em 15 estabelecimentos comerciais de Campo Grande, entre os dias 27 de fevereiro e 2 de março.

Os fiscais visitaram 10 farmácias, três lojas de cosméticos e dois supermercados de Campo Grande, encontrando grande variação nos preços. Na consulta de preços de álcool em gel, os fiscais encontraram variação de R$ 4,60 à R$ 26,40. Já a máscara pode  ser encontrada a R$ 7,99 e R$ 39,90.

O surto do coronavírus tem provocado o aumento da procura pelo álcool em gel e as máscaras e os dois itens estão praticamente esgotados nas farmácias, supermercados e loja de cosméticos. Somente em uma farmácia pesquisada, foram vendidas mais de 1.200 unidades de álcool em gel nos últimos 3 (três) dias.

De acordo com os gerentes dos estabelecimentos comerciais, alguns consumidores estão comprando os produtos em grandes quantidades para estocá-los. Ao fazerem isso, muitos consumidores não poderão adquiri-los.  Mesmo não havendo a necessidade da utilização em Campo Grande, por exemplo, além de não encontrar os produtos, o consumidor corre o risco de pagar um preço elevado. O Procon Municipal orienta os consumidores a utilizar planilha com os preços e fazer pesquisas antes da compra, visto que vários produtos pesquisados já estão em falta nos estabelecimentos comerciais.

O uso da máscara aumentou depois de casos de contaminação pelo novo coronavírus em países da Ásia e 2 (dois) casos confirmados no Brasil. Porém, de acordo com o Ministério da Saúde, o uso das máscaras não são 100% (cem por cento) eficazes, e ainda não existe a necessidade do uso permanente desse acessório.

Apesar do quadro apresentado pelo Ministério da Saúde, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) não incluiu o uso de máscaras entre às suas recomendações à população. Embora não recomende, por enquanto, o uso de máscaras no Brasil, em nota, a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) reforça o cuidado com higiene.

Em alguns países, o uso das máscaras de proteção respiratória é muito comum, visto que sua utilização evita que diversas partículas nocivas ao corpo humano, tal como vapores orgânicos, fumaças e gases potencialmente nocivos, sejam absorvidos. Alguns gases ou vapores provocam reações imediatas como tosse, tonturas, dores de cabeça, alergias, espirros ou falta de ar. Existem também as doenças provocadas por certos contaminantes, que só serão diagnosticadas após alguns anos de exposição.

O álcool em gel também é bastante utilizado. Ele é apontado pelas autoridades sanitárias do Brasil e dos EUA como alternativa à lavagem das mãos, apenas para momentos em que não houver água e sabonete. Além disso, o álcool puro não se mostra tão eficaz como antibacteriano. Por isso, recomenda-se uma solução que contenha entre 60% e 95% de álcool, a que é normalmente vendida nas farmácias e supermercados.

Principais maneiras de prevenção das doenças infecciosas:

 – Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por, pelo menos, 20 segundos. Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool

– Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;

– Evitar contato próximo com pessoas doentes;

– Ficar em casa quando estiver doente;

– Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo;

– Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.


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