Uma mulher de 31 anos, filha de um policial penal, foi detida ao ser flagrada utilizando dispositivos de escuta e webcam durante a prova do concurso para investigador da Polícia Civil de São Paulo, no último domingo (26). Ao ser surpreendida, tentou fugir para o banheiro da universidade onde a avaliação ocorria, mas foi impedida.
Em audiência de custódia na segunda-feira (27), a suspeita pagou fiança de R$ 6,6 mil e foi liberada provisoriamente. Além do pagamento, ela está sujeita a comparecer mensalmente em juízo para informar suas atividades, não pode se ausentar da cidade por mais de oito dias sem aviso prévio e está proibida de participar de concursos públicos durante o processo.
Durante a prova, a candidata foi flagrada com uma microcâmera, ponto eletrônico e receptor digital, posicionados na camisa, no casaco e na calça que vestia durante a avaliação. Os fiscais notaram seu comportamento suspeito, olhando constantemente para os lados e ajustando frequentemente a roupa. Após a detecção pelos fiscais, a mulher foi conduzida a um detector de metais que emitiu alerta sonoro.
Ao resistir à solicitação para retirar as vestimentas, a candidata tentou correr para o banheiro, mas foi impedida. Somente após ameaças de chamar a polícia, ela cedeu, revelando a presença da webcam na manga direita do casaco, com um buraco para a lente da câmera. Na delegacia, a suspeita mostrou que o receptor de sinal estava na calça, e o ponto eletrônico, no sutiã. No entanto, recusou-se a fornecer informações sobre o valor pago pela fraude ou outros envolvidos no esquema.
A Polícia Civil está investigando a possível participação de outras pessoas no crime, e a Secretaria da Segurança Pública declarou que, se confirmada a participação de algum servidor, as medidas cabíveis serão tomadas pela Corregedoria da Polícia Civil.