Um dos objetivos é justamente explicar à população que algumas lesões podem parecer determinada doença, mas, na verdade, são causadas pelo coronavírus no organismo. Por isso, o guia, além de explicar essas diferenças, orienta que cada caso deve ser avaliado pelo médico dermatologista, para diagnóstico e tratamento adequados.
A dermatologista Camila Seque, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, explica que as lesões cutâneas mais comuns são as manchas vermelhas na pele, que costumam aparecer nos primeiros dias de infecção e podem causar coceira ou descamação na pele. Mas há outros efeitos menos comuns.
A especialista explica que em alguns casos os sintomas podem durar além da covid, como a queda de cabelos ou complicações em pacientes graves. O tratamento, segundo Camila Seque, existe, mas deve ser definido por um especialista.
O guia está disponível no site da SBD, e aponta que, além dos principais sintomas respiratórios, seis a cada cem pacientes com covid têm alguma manifestação da doença, na pele. Apesar de parecer um número baixo, a entidade médica explica que identificar e diferenciar esses efeitos é importante para que o diagnóstico seja feito o quanto antes.
O “Guia Sobre a Covid-19 e suas Manifestações Cutâneas” é uma publicação que marca os 110 anos da sociedade brasileira de dermatologia. A publicação aborda, além dos efeitos da doença, a possibilidade de reações cutâneas após a aplicação das vacinas. Mas nenhum caso registrado impede a aplicação das doses pendentes.