Yara Paulino da Silva, de 28 anos, foi morta por espancamento na tarde da última segunda-feira (24), na Cidade do Povo, em Rio Branco, no Acre, após a circulação de um boato de que ela teria matado a própria filha, uma bebê de 2 meses, e escondido o corpo em uma área de mata.
Moradores invadiram a casa de Yara, a retiraram à força e a agrediram com socos, chutes e pedaços de madeira. Ela foi levada ao pronto-socorro, mas não resistiu aos ferimentos.
A polícia foi até a área de mata onde o corpo da bebê supostamente teria sido deixado. No local, encontrou uma ossada, mas exames confirmaram que se tratava de restos mortais de um cachorro.
O pai da criança, ex-companheiro de Yara, registrou boletim de ocorrência e afirmou que a filha está desaparecida há cerca de três semanas. A bebê não chegou a ser registrada em cartório, o que dificulta o rastreamento. A polícia ainda investiga o paradeiro da criança e tenta identificar quem espalhou o boato que levou ao linchamento.
Ninguém foi preso até agora.