Corumbá tem enfrentado uma grave crise de doenças respiratórias nos últimos dias. Em apenas cinco dias, seis mortes causadas pela Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) foram registradas no município. De acordo com informações da Secretaria Municipal de Saúde, entre as vítimas estão três crianças, um homem de 56 anos e dois idosos. Os óbitos ainda não constam no boletim estadual, que acompanha a evolução dos casos em todo o território sul-mato-grossense.
A situação tem gerado forte preocupação nas autoridades locais de saúde, especialmente diante da rápida progressão da doença e da concentração de casos em grupos vulneráveis. O cenário se agrava com a superlotação das unidades hospitalares, que operam com todos os leitos destinados a pacientes com SRAG ocupados.
Segundo o balanço mais recente, divulgado na quarta-feira (30), ao menos 19 pessoas estão internadas devido a complicações respiratórias. Desse total, seis são crianças — três com menos de um ano de idade e outras três entre 1 e 9 anos. Os demais pacientes são adultos com mais de 40 anos, reforçando o alerta sobre os riscos para populações mais suscetíveis.
Apesar de uma leve redução na fila de espera por internações, o sistema de saúde de Corumbá segue sob pressão. A Prefeitura ainda não detalhou se novas medidas de contenção serão adotadas, mas reforçou a importância da vacinação e da procura imediata por atendimento médico diante dos primeiros sintomas gripais.
A Secretaria de Estado de Saúde acompanha a evolução dos casos e deve atualizar os dados nos próximos dias. Enquanto isso, a população é orientada a intensificar os cuidados preventivos, como uso de máscaras em locais fechados, higienização das mãos e isolamento em caso de sintomas respiratórios.
A Síndrome Respiratória Aguda Grave é caracterizada por sintomas como febre, tosse, dificuldade para respirar e queda na saturação de oxigênio. Pode ser causada por diferentes agentes infecciosos, incluindo vírus como influenza, SARS-CoV-2 e o vírus sincicial respiratório (VSR), este último muito comum entre crianças pequenas.
Autoridades reforçam a importância da imunização contra gripe e COVID-19, além da busca por atendimento precoce para evitar agravamentos. Em caso de sintomas persistentes ou severos, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde.