O sistema de saúde pública de Campo Grande vive uma situação crítica. De acordo com dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde nesta segunda-feira (5), 260 pessoas com sintomas de doenças respiratórias aguardam por internação na rede hospitalar. A maioria dos pacientes precisa de leitos de enfermaria, enquanto outros 20 casos mais graves esperam por vagas em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).
A fila crescente é reflexo direto do aumento nos casos de síndromes respiratórias agudas graves (SRAG), fenômeno comum nesta época do ano, marcado por baixas temperaturas e maior circulação de vírus. O cenário preocupa autoridades de saúde, que já estudam medidas para ampliar a capacidade de atendimento.
Segundo a Secretaria, os atendimentos estão sendo concentrados nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Centros Regionais de Saúde (CRSs), que registram lotação constante. Os profissionais de saúde enfrentam dificuldades para encaminhar os pacientes que precisam de cuidados mais intensivos devido à escassez de leitos.
Apesar da pressão sobre o sistema, a prefeitura afirma que não há colapso. A secretária municipal de Saúde, Rosana Leite, reconheceu a gravidade da situação, mas reforçou que medidas emergenciais estão sendo discutidas, incluindo a possibilidade de abrir novos leitos provisórios e otimizar a rotatividade nas unidades existentes.
O município também alerta a população para a importância da vacinação, especialmente contra a gripe e a Covid-19, como forma de reduzir os quadros graves. A orientação é procurar atendimento nas unidades básicas de saúde ao menor sinal de sintomas, evitando sobrecarregar os serviços de urgência.
Enquanto isso, familiares de pacientes aguardam com angústia por vagas que podem demorar dias. A expectativa é de que, com a adoção das medidas anunciadas, o tempo de espera seja reduzido nos próximos dias.