Mato Grosso do Sul enfrenta em 2025 o ano mais letal por chikungunya desde o início do monitoramento da doença no estado, em 2015. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), seis mortes foram confirmadas até maio, número que se aproxima do total de sete óbitos registrados nos nove anos anteriores.
Todas as vítimas deste ano eram idosos com idades entre 79 e 96 anos, residentes em municípios do interior. Alguns apresentavam comorbidades como hipertensão, diabetes e cardiopatias, fatores que podem agravar o quadro clínico da doença.
O número de casos prováveis de chikungunya também apresentou crescimento expressivo. Entre os 12 meses de 2024 e os primeiros cinco meses de 2025, houve um aumento de 297,7% em relação aos períodos anteriores.
Os municípios com maior incidência de casos prováveis entre 10 e 24 de maio foram Maracaju, Jateí, Caracol, Antônio João, Ivinhema, Taquarussu e Sonora.
A chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue e da zika. Os sintomas incluem febre alta, dores intensas nas articulações, dor muscular, dor de cabeça e manchas na pele. Embora muitas vezes seja considerada uma doença autolimitada, a infecção pode evoluir com gravidade, especialmente em idosos e pessoas com doenças preexistentes.
A SES reforça a importância das medidas de prevenção contra o mosquito transmissor, como eliminar focos de água parada, utilizar repelente e buscar atendimento médico ao apresentar sintomas.