Flor e Maeve têm apenas 3 anos, mas enfrentam desde os 5 meses de idade uma rotina marcada por internações, uso de morfina e crises dolorosas provocadas por uma doença genética grave: a anemia falciforme. A condição deforma os glóbulos vermelhos do sangue, o que pode causar dores intensas, infecções graves, risco de AVC e danos a órgãos.
A única cura conhecida é o transplante de medula óssea — e a boa notícia é que o irmão mais velho das gêmeas, Francisco, de 10 anos, é 100% compatível com ambas. O procedimento será realizado em São Paulo, no Hospital Beneficência Portuguesa, pela equipe do dr. Victor Zecchin, com previsão para julho ou agosto.
Embora o plano de saúde cubra o transplante, a família precisa arrecadar R$ 50 mil para despesas com passagens, hospedagem, deslocamentos e medicamentos complementares ao longo de um ano de acompanhamento na capital paulista. Por isso, criaram uma vaquinha online.
Como ajudar:
As doações podem ser feitas pelo site da campanha:
https://www.vakinha.com.br/5520918
Ou via Pix pela chave: 67999892345
A mãe das crianças, Lohanna Carrilho, coordenadora pedagógica em Campo Grande, relata que a vida da família mudou completamente desde o diagnóstico. “Nosso cotidiano passou a ser cercado de restrições, cuidados extremos, e muitos momentos de medo. Já vimos nossas filhas passarem por CTI, crises severas de dor, pneumonia, e até sequestro esplênico, que é gravíssimo”, conta.
Francisco, o irmão, tem acompanhado tudo e está confiante em doar. “Ele tem apenas 10 anos, mas entende a importância disso e está feliz por poder ajudar as irmãs”, diz Lohanna.
Além de buscar apoio financeiro, a família quer dar visibilidade à doença. O Dia Mundial de Conscientização sobre a Anemia Falciforme, celebrado em 19 de junho, reforça a importância de se falar mais sobre essa condição, que ainda é pouco conhecida, apesar de afetar milhares de brasileiros.
No Brasil, 1 a cada 1.000 bebês nasce com a doença. Sem tratamento adequado, muitos não chegam aos 5 anos de idade. As gêmeas Maeve e Flor hoje seguem com medicações diárias, uso de hidroxiureia, vacinas extras e restrições de convívio social.
“A esperança agora tem nome: transplante. Mas, para chegarmos lá, precisamos de uma rede de apoio que nos ajude a cruzar essa etapa tão importante”, finaliza a mãe.