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Pai recusa atendimento psicológico do Conselho Tutelar a criança de 2 anos que matou mãe com arma

Homem afirmou ter condições de custear acompanhamento particular e recebeu advertência formal

25/06/2025 às 19h09
Por: João Paulo Ferreira
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Pai recusa atendimento psicológico do Conselho Tutelar a criança de 2 anos que matou mãe com arma

O pai da criança de 2 anos que matou acidentalmente a mãe com uma arma de fogo em Rio Verde de Mato Grosso (MS) recusou o atendimento psicológico gratuito oferecido pelo Conselho Tutelar. O caso ocorreu no último dia 13 de junho, quando o menino pegou a pistola do pai, deixada em cima da mesa, e efetuou um disparo que atingiu a mãe, Deborah Rodrigues Monteiro, de 27 anos.

Segundo o conselheiro tutelar Luan Melo, o acompanhamento psicológico foi ofertado logo após a notificação da Polícia Civil, mas o pai informou que a família optaria por contratar um atendimento particular, alegando que possui condições financeiras para isso. Apesar da recusa, o Conselho aplicou uma advertência formal à família e continuará acompanhando a situação.

A recomendação para o atendimento psicológico visa garantir suporte emocional à criança, que presenciou e protagonizou um episódio traumático. Mesmo com a negativa em relação ao serviço público, a equipe do Conselho considera que o acompanhamento deve ser feito, independentemente de ser público ou particular.

A Polícia Civil também segue acompanhando o caso. A delegada Danielle Felismino informou que o pai prestou depoimento e reafirmou que não percebeu o momento em que a criança teve acesso à arma. Câmeras de segurança da residência registraram a criança pegando a pistola Glock 9mm sobre a mesa e, em seguida, realizando o disparo.

O pai responderá em liberdade por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, e por omissão de cautela na guarda de arma de fogo, conforme previsto no Estatuto do Desarmamento. A arma era registrada e o homem possuía porte legal.

A criança segue sob os cuidados da família, e segundo avaliação inicial do Conselho Tutelar, não há indícios de maus-tratos. No entanto, o caso permanece em monitoramento, inclusive para avaliar se o acompanhamento psicológico particular de fato será realizado.

O Conselho também informou que, em casos como esse, o acompanhamento psicossocial é fundamental para evitar traumas futuros e ajudar no desenvolvimento saudável da criança. A recusa ao serviço público não impede o monitoramento da situação por parte dos órgãos competentes.

O inquérito segue em andamento na delegacia de Rio Verde, e o Ministério Público deverá ser acionado para acompanhar os desdobramentos do caso.

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