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Presidente da CPI acusa prefeitura e Consórcio Guaicurus de tentar sabotar CPI do transporte

Dr. Lívio diz que ataques partem de interesses contrariados e afirma que comissão atua com imparcialidade

27/06/2025 às 17h11
Por: João Paulo Ferreira
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Foto: Izaías Medeiros
Foto: Izaías Medeiros

O vereador Dr. Lívio, presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Transporte Público, usou a tribuna da Câmara Municipal nesta quinta-feira (26) para rebater acusações feitas por alguns jornalistas que sugerem, sem provas, que membros da comissão estariam envolvidos em acordos ilícitos. Segundo o parlamentar, os ataques são uma tentativa de descredibilizar um trabalho que tem sido conduzido com seriedade e imparcialidade.

Em conversa exclusiva com O Sul-mato-grossense, Dr. Lívio afirmou que os ataques têm origem em interesses contrariados tanto do Consórcio Guaicurus quanto da Prefeitura de Campo Grande. “A prefeitura quer que a gente vá para cima do consórcio, o consórcio quer que a gente vá para cima da prefeitura. E a gente está tentando conduzir os trabalhos da maneira mais imparcial possível, ouvindo os dois lados e apontando as responsabilidades de ambas as partes”, explicou.

O vereador classificou as denúncias como “maliciosas, maldosas, de gente sem caráter” e disse que o ataque é orquestrado. “Infelizmente, a gente tem mídia que está recebendo do consórcio para fazer isso, e sabemos também dos interesses da prefeitura em atacar a CPI no sentido de descredibilizar o nosso trabalho”, declarou.

Dr. Lívio ressaltou que o relatório final da CPI ainda não começou a ser redigido. Segundo ele, a comissão está em fase de análise técnica de documentos e aguarda a contratação de um escritório de contabilidade para aprofundar a avaliação dos dados financeiros do consórcio. “Sequer foi contratado esse escritório, não foi gasto um real ainda com absolutamente nada”, afirmou.

A contratação, segundo ele, foi sugerida após a obtenção de três orçamentos pela relatora e está em trâmite junto à presidência da Casa. “Só para você ter uma ideia, o que foi gasto com perícia judicial para análise desses balanços do consórcio foi mais de R$ 500 mil. E a gente está contratando um escritório na faixa de R$ 75 mil. Isso mostra o quanto estamos agindo com economicidade”, completou.

O presidente da comissão ainda destacou que o trabalho já trouxe resultados importantes, como a identificação de mais de 100 ônibus com idade fora do permitido, gerando prejuízo estimado em mais de R$ 100 milhões para a cidade. “Vamos entregar para a população de Campo Grande um bom relatório, ouvindo todos os lados envolvidos”, garantiu.

A CPI do Transporte Público segue com oitivas e análise de documentos nos próximos dias. O relatório final está previsto para ser apresentado até agosto.

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