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Jovem é morto com 15 tiros no Centenário após se envolver com mulher e receber ameaças

Assassino voltou para atirar na cabeça da vítima após os primeiros disparos

07/07/2025 às 14h53 Atualizada em 07/07/2025 às 15h06
Por: João Paulo Ferreira
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Jovem é morto com 15 tiros no Centenário após se envolver com mulher e receber ameaças

Lucas Ribeiro Pastor, de 24 anos, foi executado com ao menos 15 tiros na madrugada desta segunda-feira (7), em uma tabacaria no Jardim Centenário, em Campo Grande. A Polícia Civil investiga o caso como homicídio qualificado por motivo torpe e emboscada.

O crime ocorreu por volta de 0h40, quando um homem armado entrou no estabelecimento usando capacete preto e casaco escuro. Ele apontou a arma diretamente para Lucas e disparou diversas vezes. Mesmo após a vítima cair no chão, o atirador voltou e fez novos disparos, todos direcionados à cabeça.

Lucas estava com dois amigos. Um deles foi atingido de raspão nas costas, mas sobreviveu. O óbito foi confirmado no local pela equipe médica do Samu.

A principal suspeita é que o assassinato tenha sido motivado por ameaças anteriores feitas por um homem conhecido como “Caim”. De acordo com relatos colhidos pela polícia, o suspeito não aceitava o envolvimento da vítima com sua ex-mulher. Familiares confirmaram que Lucas vinha sendo intimidado.

“Era um menino trabalhador, responsável e deixou uma filha. Estamos arrasados. Ele trabalhava com o pai e o irmão na empresa da família. Nunca mexeu com coisa errada. Isso foi execução, não foi briga”, disse um parente.

Durante a perícia, foram recolhidos 15 estojos de munição calibre 9 mm e nove projéteis. O celular da vítima foi apreendido, assim como o sistema de câmeras da tabacaria, mas os equipamentos não registraram o momento do crime. Testemunhas contaram que uma motocicleta Falcon preta e prata circulava lentamente pela área antes dos disparos, indicando possível vigilância.

A tabacaria, segundo vizinhos, já era motivo de reclamações por aglomerações, barulho e manobras de motos. O proprietário afirma que o ambiente é controlado e que Lucas era apenas cliente ocasional.

Lucas morava no Serra Azul, era estudante e pai de uma menina. A família autorizou a doação de órgãos. O corpo foi sepultado no Cemitério Parque Campo Grande.

O autor dos disparos ainda não foi identificado.

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