
A nova tarifa de 50 % sobre produtos brasileiros, anunciada pelo presidente Donald Trump e com vigência a partir de 1º de agosto de 2025, ameaça setores como carnes, celulose, café, suco de laranja, entre outros.
Para o Mato Grosso do Sul, onde carne bovina, celulose e ferro fundido representam mais de 80 % das exportações para os EUA, o impacto é direto. De janeiro a junho de 2025, o estado exportou US$ 315,9 milhões para os EUA, um aumento de 11% em relação ao ano anterior .
A tarifa de 50% piora a anterior de 10% imposta em abril, agravando a perda de competitividade de produtos como carne e café.
Exportadores brasileiros tendem a redirecionar cargas a outros mercados, reduzindo oferta interna e potencialmente afetando preços domésticos de commodities como carne.
O dólar em queda e a tensão no câmbio refletem o mal-estar econômico .
O governo federal, que projeta crescimento de 2,5 % em 2025, minimiza o impacto sobre o PIB, ressaltando a diversificação de mercados ao longo de duas décadas.
O presidente Lula anunciou resposta equivalente, com base na Lei da reciprocidade, afirmando que caso os EUA cobrem 50 %, o Brasil aplicará a mesma alíquota sobre produtos americanos.
Entre as medidas em preparação estão:
Apelo à Organização Mundial do Comércio (OMC);
Formação de grupo de estudos para definir resposta coordenada;
Convocação de embaixadores americanos pelo Itamaraty após críticas de Trump à condução do caso Bolsonaro.
Analistas destacam que a escalada pode favorecer Lula diante de Bolsonaro, fortalecendo o discurso de soberania econômica e institucional .
Para Mato Grosso do Sul, setor produtivo reforça necessidade de negociação urgente entre Brasil e EUA, visando evitar perda de investimentos, queda na produção e demissões. Empresários devem pressionar por um acordo sincronizado e eficaz.