
O serviço de tapa-buracos em Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, foi mais uma vez interrompido. Desta vez, o motivo é o atraso nos repasses da Prefeitura para as empresas contratadas pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), responsável pela manutenção da malha viária da cidade.
Desde o dia 1º de maio, três das quatro empreiteiras responsáveis — Construtora Rial, RR Barros Serviços e Construção, e Arnaldo Santiago — não recebem os valores acordados em contrato. O débito acumulado já estaria na casa dos R$ 20 milhões, segundo fontes preliminares.
Sem os pagamentos, as empresas informam que não conseguem manter suas equipes operacionais e ameaçam dispensar cerca de 200 trabalhadores. A paralisação agrava ainda mais a já precária situação das ruas da capital, repletas de buracos que causam transtornos diários a motoristas e motociclistas.
Apesar de recorrente, a suspensão do serviço ocorre em um momento simbólico: Campo Grande se prepara para celebrar seus 126 anos em 26 de agosto. Contudo, moradores afirmam que, ao invés de comemorar melhorias, a população deve conviver por mais um ano com a buraqueira que se espalha por todos os bairros.
A Prefeitura ainda não se manifestou oficialmente sobre o motivo dos atrasos nem apresentou um cronograma para a retomada do serviço ou quitação das dívidas. Enquanto isso, a capital sul-mato-grossense segue acumulando crateras e reclamações