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Senadores brasileiros gastam R$ 476 mil em missão aos EUA, mas falham ao tentar barrar tarifas de Trump

O maior gasto individual foi do senador Nelsinho Trad (PSD)

02/08/2025 às 11h43 Atualizada em 02/08/2025 às 12h04
Por: Redação
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Senadores brasileiros gastam R$ 476 mil em missão aos EUA, mas falham ao tentar barrar tarifas de Trump

Uma comitiva de senadores brasileiros, incluindo dois representantes de Mato Grosso do Sul, viajou aos Estados Unidos em uma tentativa frustrada de convencer o então presidente Donald Trump a recuar na aplicação de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. A missão oficial custou aos cofres públicos R$ 476,5 mil, sendo R$ 272,3 mil apenas em passagens aéreas, segundo levantamento divulgado pelo portal Poder360.

O maior gasto individual foi do senador Nelsinho Trad (PSD), que acumulou despesas totais de R$ 77,7 mil, com destaque para a passagem aérea no valor de R$ 52.242,69. A senadora Tereza Cristina (PP), também do Mato Grosso do Sul, teve um custo de R$ 66,4 mil, dos quais R$ 40,8 mil foram destinados ao bilhete aéreo.

(Imagem: Poder360)

 

Apesar do alto investimento, os senadores não obtiveram êxito na missão diplomática. O grupo se reuniu com apenas nove congressistas norte-americanos, nenhum deles com influência direta na Casa Branca. Não houve qualquer encontro com membros do alto escalão do governo Trump, e o impacto político da viagem foi considerado mínimo.

A discrepância nos custos também chamou a atenção. De acordo com o Poder360, no momento da compra dos bilhetes, o Google Flights indicava passagens de última hora de Brasília para Washington por cerca de R$ 4.100 na classe econômica e R$ 20.500 na executiva. As cifras pagas pela comitiva ultrapassaram amplamente esses valores médios.

Em resposta às críticas, o senador Nelsinho Trad afirmou que os gastos seguiram normas regimentais do Senado Federal e que a prestação de contas é pública e auditável. “As variações entre os gastos ocorrem conforme a origem e o deslocamento de cada parlamentar até Washington”, justificou o parlamentar.

A visita aos EUA ocorreu em meio ao aumento de tarifas imposto pelo governo norte-americano sobre diversos produtos brasileiros. Nesta semana, Donald Trump retirou celulose e ferro-gusa da lista de taxação – ambos produtos relevantes para Mato Grosso do Sul –, mas manteve o encargo sobre a carne bovina, responsável por 60% das exportações do Estado para os EUA no primeiro semestre deste ano.

Especialistas avaliam que a missão teve mais um caráter simbólico do que prático, especialmente pela falta de interlocução com figuras de peso no governo americano. A falta de resultados concretos reacendeu o debate sobre a eficácia de missões parlamentares internacionais e os critérios utilizados para justificar gastos dessa natureza.

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