18°C 25°C
Campo Grande, MS
Publicidade

Prefeitura de Campo Grande é acusada de desviar R$ 156 milhões da Saúde para pagar folha de pessoal

Denúncia apontou uso irregular de verba do Fundo Municipal de Saúde

04/08/2025 às 17h46 Atualizada em 04/08/2025 às 20h08
Por: João Paulo Ferreira
Compartilhe:
Rosana Leite, secretária municipal de Saúde; Adriane Lopes, prefeita de Campo Grande; e Márcia Hokama, secretária municipal de Finanças são citadas na denúncia sobre o uso de R$ 156 milhões do Fundo Municipal de Saúde para pa
Rosana Leite, secretária municipal de Saúde; Adriane Lopes, prefeita de Campo Grande; e Márcia Hokama, secretária municipal de Finanças são citadas na denúncia sobre o uso de R$ 156 milhões do Fundo Municipal de Saúde para pa

A Prefeitura de Campo Grande é alvo de uma grave denúncia sobre a movimentação de R$ 156.830.401,28 do Fundo Municipal de Saúde para o pagamento de despesas de pessoal, sem autorização legislativa. O conteúdo foi revelado nesta segunda-feira (5) pelo site TopMídiaNews, que afirma ter recebido a denúncia com exclusividade.

Segundo a publicação, os valores teriam sido utilizados para cobrir folhas salariais pendentes em abril de 2024, às vésperas do período eleitoral. O dinheiro, de acordo com os documentos mencionados, teve sua destinação alterada sem justificativa formal, o que configuraria desvio de finalidade.

A denúncia cita três edições do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande), entre os dias 23 e 26 de abril daquele ano, em que a verba originalmente vinculada à saúde pública foi transferida para despesas com pessoal, relativas ao exercício anterior.

Os fatos teriam chamado a atenção de vereadores como Luiza Ribeiro (PT) e Dr. Lívio (União Brasil), que questionaram a gestão municipal em audiências públicas. Ainda segundo o TopMídiaNews, as secretárias Rosana Leite (Saúde) e Márcia Hokama (Fazenda) não apresentaram respostas satisfatórias aos questionamentos.

A denúncia aponta possíveis crimes como fraude processual (art. 347 do Código Penal), falsidade ideológica (art. 299) e prevaricação (art. 319), além de supostas violações aos princípios da legalidade e da moralidade administrativa, previstos na Constituição.

A reportagem do TopMídiaNews afirma que o caso está sendo investigado por três órgãos: Ministério Público Estadual (MPMS), Ministério Público Federal (MPF) e Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS).

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.