
A família do psicólogo Luiz Torchetti Neto, de 35 anos, que morreu atropelado na madrugada do último domingo (3) em Campo Grande, registrou denúncia à polícia pelo furto de pertences da vítima ainda no local do acidente. Entre os objetos levados estão o celular, um par de tênis e relógios.
Segundo o boletim de ocorrência, o pai de Luiz relatou que, ao chegar à cena, encontrou o filho apenas de meias e sem o relógio de pulso que usava ao sair de casa. Ele também procurou pelo celular e pelo par de tênis, mas não localizou os itens. Após a conclusão da perícia, foram entregues à família apenas as chaves, que estavam no bolso, e um escapulário.
Com a denúncia, a Polícia Civil passou a apurar o caso também sob a suspeita de vilipêndio de cadáver, além da investigação sobre o atropelamento.
O acidente ocorreu na Avenida Presidente Ernesto Geisel, na Vila Marcos Roberto, quando Luiz atravessava a faixa de pedestres acompanhado de um amigo de 28 anos. Os dois foram atingidos por um carro. O amigo foi socorrido em estado grave para a Santa Casa, enquanto um terceiro homem que estava com eles não se feriu.
De acordo com a Polícia Militar, imagens de câmeras de segurança registraram o atropelamento. O motorista fez o teste do bafômetro, que deu negativo para álcool. O passageiro do carro informou que o semáforo estava verde para o veículo no momento do impacto. Tanto o condutor quanto o passageiro foram levados à delegacia para prestar esclarecimentos.
Luiz Torchetti Neto trabalhava como assessor do deputado estadual Roberto Hashioka (União Brasil), que lamentou a morte nas redes sociais. Além disso, integrava o Conselho da Juventude de Mato Grosso do Sul (Conjuv) e era vice-presidente estadual e fundador do União Jovem MS, braço jovem do partido.
Em nota, o União Jovem MS afirmou que Luiz deixa “um vazio imensurável” e informou que detalhes sobre o velório serão divulgados posteriormente.