
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Mota (Republicanos-PB), encaminhou ao Conselho de Ética pedido de punição, com afastamento do mandato por até seis meses, contra cinco parlamentares. Entre eles estão os sul-mato-grossenses Marcos Pollon (PL-MS) e Camila Jara (PT).
A decisão inclui também Zé Trovão (PL-SC), Júlia Zanatta (PL-SC) e Marcel van Hattem (Novo-RS). Caberá ao colegiado definir se a penalidade será aplicada.
A representação contra Camila Jara foi apresentada pelos líderes do Partido Novo, Marcel van Hattem, e do PL, Sóstenes Cavalcante. Eles alegam que a deputada teria agredido o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) durante um tumulto no retorno das atividades legislativas.
Segundo o documento, Camila teria atingido as partes íntimas do parlamentar, que precisou de ajuda de policiais legislativos. Os autores da denúncia apresentaram ainda um vídeo no qual a deputada supostamente admitiria o ato.
Em nota, a assessoria de Camila negou a agressão e afirmou que houve apenas um esbarrão em meio ao empurra-empurra. A parlamentar destacou que, com 1,60m de altura, 49 quilos e em tratamento contra um câncer, não teria condições de nocautear o colega. Ela também alegou sofrer perseguição e ameaças após o episódio.
No caso de Marcos Pollon, a representação partiu de PSB, PT e PSOL. Os partidos solicitam a suspensão do deputado por impedir que o presidente da Câmara assumisse a sessão, em protesto contra o ministro Alexandre de Moraes e em defesa de anistia a investigados.
Pollon afirmou ser autista e que, no momento, não compreendia plenamente a situação. Disse ainda ter permanecido ao lado de Marcel van Hattem por ser alguém em quem confiava