O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES), iniciou a aplicação de uma dose extra da vacina contra o sarampo em bebês de 6 a 11 meses e 29 dias. A medida, chamada de “dose zero”, é preventiva e não substitui as doses previstas no calendário de rotina, que seguem sendo aplicadas aos 12 e 15 meses de idade.
A decisão atende recomendação do Ministério da Saúde e tem como objetivo reforçar a imunização em crianças que estão em fase de maior vulnerabilidade, diante do surto que atinge a Bolívia, país vizinho que faz fronteira com Mato Grosso do Sul. Entre a semana epidemiológica 1 e 24 de 2025, o território boliviano registrou 60 casos confirmados, a maioria no departamento de Santa Cruz, que concentra 95% das ocorrências.
O gerente de Imunização da SES, Frederico Moraes, afirmou que “a inclusão da dose zero é uma estratégia fundamental para criar uma barreira imunológica antes mesmo da idade prevista no calendário de rotina. Isso nos dá mais segurança para proteger bebês que estão em fase de maior vulnerabilidade, especialmente em um cenário de risco aumentado pela proximidade com áreas onde há circulação do vírus”.
A aplicação será feita em todos os municípios de Mato Grosso do Sul considerados de maior vulnerabilidade para a circulação do vírus. A SES também orienta que a imunização seja intensificada entre adolescentes, jovens e adultos, com atenção especial a pessoas vindas de outros países. Para crianças com alergia à proteína do leite de vaca, será usada a versão da vacina sem o componente alergênico.
Na última sexta-feira (8), a SES realizou reunião virtual com coordenadores municipais de imunização para alinhar a logística da nova dose, definir fluxos de registro e reforçar o papel das prefeituras na intensificação da vacinação e no bloqueio rápido de casos suspeitos. Além disso, o Estado mantém reuniões semanais com o Programa Nacional de Imunizações, coordenado pelo Ministério da Saúde, para acompanhar a evolução da doença e definir estratégias de contenção, com foco especial nas áreas de fronteira, como Corumbá e Ladário.