Domingo, 19 de Abril de 2026
24°C 30°C
Campo Grande, MS
Publicidade

Cesta básica em Campo Grande sobe 7,5% em 12 meses e custa mais da metade do salário mínimo

Alimentos como café, tomate e carne de primeira encareceram, enquanto trabalhador comprometeu 54,75% da renda líquida em agosto

08/09/2025 às 14h23 Atualizada em 08/09/2025 às 14h35
Por: João Paulo Ferreira
Compartilhe:
Cesta básica em Campo Grande custou R$ 768,79 em agosto, a 6ª mais cara entre as capitais brasileiras, segundo DIEESE e Conab - Foto: Valter Campanato
Cesta básica em Campo Grande custou R$ 768,79 em agosto, a 6ª mais cara entre as capitais brasileiras, segundo DIEESE e Conab - Foto: Valter Campanato

Em agosto de 2025, o custo da cesta básica em Campo Grande foi de R$ 768,79, valor que coloca a capital sul-mato-grossense como a sexta mais cara entre as 27 cidades pesquisadas pelo DIEESE e Conab. Apesar da leve queda de 0,90% em relação a julho, os alimentos tiveram alta de 7,58% no acumulado dos últimos 12 meses.

O trabalhador remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.518,00 precisou dedicar 111 horas e 25 minutos de jornada para adquirir os produtos da cesta. Isso representou 54,75% da renda líquida, praticamente a mesma proporção observada no ano passado.

Na comparação anual, seis dos 13 itens da cesta encareceram. O café em pó teve a maior alta, 82,99%, seguido pelo tomate (41,67%), óleo de soja (27,55%) e carne bovina de primeira (26,15%). Houve ainda aumento da farinha de trigo (10,11%), pão francês (6,95%) e açúcar cristal (1,52%). Entre as quedas, destaque para a batata (-52,15%), arroz agulhinha (-26,16%) e banana (-17,23%).

De janeiro a agosto, cinco produtos acumularam alta: café (41,70%), tomate (39,29%), farinha de trigo (6,36%), pão francês (0,30%) e leite (0,18%). Já batata (-32,35%), arroz (-28,77%), banana (-7,52%), feijão (-7,44%) e carne bovina (-1,66%) apresentaram retração.

Panorama nacional

No país, 24 das 27 capitais registraram queda no custo da cesta em agosto. Ainda assim, a variação em 12 meses foi de aumento em todas as cidades com histórico comparável, com destaque para Recife (18,01%), João Pessoa (13,33%) e Natal (11,93%). São Paulo segue com a cesta mais cara (R$ 850,84), seguida por Florianópolis (R$ 823,11) e Porto Alegre (R$ 811,14). Os menores custos foram registrados em Aracaju (R$ 558,16) e Maceió (R$ 596,23).

O DIEESE calcula mensalmente o salário mínimo necessário para suprir as despesas básicas de uma família de quatro pessoas. Em agosto, o valor estimado foi de R$ 7.147,91, o equivalente a 4,71 vezes o piso oficial.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.