
Em agosto de 2025, o custo da cesta básica em Campo Grande foi de R$ 768,79, valor que coloca a capital sul-mato-grossense como a sexta mais cara entre as 27 cidades pesquisadas pelo DIEESE e Conab. Apesar da leve queda de 0,90% em relação a julho, os alimentos tiveram alta de 7,58% no acumulado dos últimos 12 meses.
O trabalhador remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.518,00 precisou dedicar 111 horas e 25 minutos de jornada para adquirir os produtos da cesta. Isso representou 54,75% da renda líquida, praticamente a mesma proporção observada no ano passado.
Na comparação anual, seis dos 13 itens da cesta encareceram. O café em pó teve a maior alta, 82,99%, seguido pelo tomate (41,67%), óleo de soja (27,55%) e carne bovina de primeira (26,15%). Houve ainda aumento da farinha de trigo (10,11%), pão francês (6,95%) e açúcar cristal (1,52%). Entre as quedas, destaque para a batata (-52,15%), arroz agulhinha (-26,16%) e banana (-17,23%).
De janeiro a agosto, cinco produtos acumularam alta: café (41,70%), tomate (39,29%), farinha de trigo (6,36%), pão francês (0,30%) e leite (0,18%). Já batata (-32,35%), arroz (-28,77%), banana (-7,52%), feijão (-7,44%) e carne bovina (-1,66%) apresentaram retração.

No país, 24 das 27 capitais registraram queda no custo da cesta em agosto. Ainda assim, a variação em 12 meses foi de aumento em todas as cidades com histórico comparável, com destaque para Recife (18,01%), João Pessoa (13,33%) e Natal (11,93%). São Paulo segue com a cesta mais cara (R$ 850,84), seguida por Florianópolis (R$ 823,11) e Porto Alegre (R$ 811,14). Os menores custos foram registrados em Aracaju (R$ 558,16) e Maceió (R$ 596,23).
O DIEESE calcula mensalmente o salário mínimo necessário para suprir as despesas básicas de uma família de quatro pessoas. Em agosto, o valor estimado foi de R$ 7.147,91, o equivalente a 4,71 vezes o piso oficial.