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Enquanto Adriane mira em cortes contra professores, prefeito de Cuiabá reconhece profissionais da educação com bonificação
Cuiabá cria “Pix do Dia do Professor” e pagará bônus a servidores da educação; medida contrasta com cenário de embates em Campo Grande.
18/10/2025 20h31 Atualizada há 8 meses
Por: Redação

 Enquanto professores da rede municipal de ensino de Campo Grande travam verdadeiras batalhas para não terem seus direitos revogados pela prefeita Adriane Lopes (PP), a capital do estado vizinho caminha na contramão. O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), sancionou nesta semana o projeto que institui o “Pix do Dia do Professor”, uma bonificação financeira aos trabalhadores da rede pública municipal de ensino.

Aprovada pela Câmara Municipal, a medida prevê o pagamento de R$ 200 para professores e Técnicos de Desenvolvimento Infantil (TDIs), além de R$ 100 para os demais servidores da educação, como técnicos administrativos, auxiliares, vigilantes, merendeiras e funcionários de apoio.

De acordo com a gestão municipal, o objetivo é valorizar o empenho cotidiano dos profissionais que atuam nas escolas e centros educacionais da capital mato-grossense. “Trata-se de uma homenagem que simboliza o reconhecimento da sociedade ao papel essencial dos educadores na formação das futuras gerações”, afirmou o prefeito Brunini durante a sanção do projeto.

O bônus será creditado via transferência direta, utilizando o sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, o PIX, e estará disponível anualmente em comemoração ao Dia do Professor, celebrado em 15 de outubro.

Contraste com Campo Grande

Enquanto Cuiabá celebra a valorização da categoria, em Campo Grande, professores da rede municipal enfrentam obstáculos para manter conquistas salariais e benefícios previstos em legislações anteriores. Recentemente, a classe foi ameaçada por uma medida sancionada pela prefeita Adriane Lopes. Adriane publicou um decreto que retirava de professores convocados benefícios ligados à qualificação, como adicionais para especialização, mestrado e doutorado. Após a publicação do decreto, a classe protestou e recebeu apoio de sindicatos e da Câmara Municipal, obrigando a prefeita a revogar a medida.