Cotidiano E AÍ, SANTO ANTÔNIO?
MS tem o 6º maior número de separações do Brasil
Estado registra aumento de 38% em pessoas que já viveram união e se separaram desde 2010
06/11/2025 13h12
Por: João Paulo Ferreira

Mato Grosso do Sul está entre os estados com mais separações conjugais do país, segundo dados do Censo Demográfico 2022 divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento mostra que 19,1% da população de 10 anos ou mais no estado já viveu uma união e se separou, o que coloca o estado na sexta posição nacional.

Em 2010, o índice era de 15,4%. O salto de 38% em pouco mais de uma década indica mudanças nos hábitos de relacionamento e no tempo de duração das uniões formais e informais.

Apesar do aumento das separações, o estado ainda mantém mais da metade da população (53%) vivendo em união conjugal, cerca de 1,2 milhão de pessoas. Mato Grosso do Sul tem o sétimo maior percentual de pessoas casadas ou em união do país — atrás de Santa Catarina (58,4%), Rondônia (55,4%) e Paraná (55,3%).

O levantamento também mostra contrastes regionais. Paraíso das Águas tem o maior percentual de pessoas vivendo em união conjugal (63,9%), seguido por Jateí (61,2%) e Inocência (60,9%). Já Paranaíba lidera entre os municípios com mais pessoas que não vivem em união, mas já viveram alguma (22,3%), seguida de Paranhos (22,05%) e Maracaju (21,7%).

Segundo o IBGE, o aumento nas dissoluções reflete transformações sociais e econômicas: o crescimento das uniões consensuais, maior independência financeira das mulheres e a flexibilização das relações afetivas.

O relatório ainda aponta diferenças por idade e gênero. Até os 39 anos, as mulheres se unem mais do que os homens (46,1% contra 38,8%), mas após os 60, o cenário se inverte — reflexo da maior expectativa de vida feminina e da viuvez mais frequente entre mulheres.

Esses dados mostram que o perfil conjugal sul-mato-grossense está mudando. As uniões continuam predominantes, mas a ampliação das separações evidencia um novo comportamento familiar, menos preso à formalização e mais adaptado às dinâmicas contemporâneas.