Saúde SAÚDE
Governo destina R$ 9,8 bilhões para preparar SUS diante de eventos climáticos
Investimento foi anunciado durante apresentação do plano AdaptaSUS
30/11/2025 16h21 Atualizada há 7 meses
Por: João Paulo Ferreira

O Ministério da Saúde anunciou no domingo (30), durante a apresentação do plano AdaptaSUS na COP30, em Belém, um investimento de R$ 9,8 bilhões em obras, compra de equipamentos e novas diretrizes técnicas para adaptar o Sistema Único de Saúde (SUS) aos impactos das mudanças climáticas, com foco na construção e no reforço de UBS, UPA e hospitais em todo o país.

Segundo a pasta, o pacote passa a compor ações do PAC Saúde e orientará novos projetos estruturais, incluindo autonomia de energia e água, inteligência predial e reforço de edificações para que unidades consigam manter atendimento durante enchentes, ondas de calor e outros eventos climáticos extremos.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a crise climática se consolidou como um tema de saúde pública e citou dados internacionais indicando que um em cada 12 hospitais no mundo chega a interromper o atendimento devido a eventos climáticos severos.

Durante a apresentação, o ministério lançou o Guia Nacional de Unidades de Saúde Resilientes, documento que reúne orientações para construção e adaptação de unidades básicas de saúde, unidades de pronto atendimento e hospitais. O material estabelece parâmetros de segurança estrutural, geração própria de energia, reserva de água, monitoramento automatizado e padrões obrigatórios para funcionamento em situações críticas.

Também foi instalado um grupo técnico responsável por detalhar e acompanhar a aplicação das diretrizes de resiliência na rede pública. A composição inclui especialistas do Ministério da Saúde, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e representantes de conselhos de saúde.

No mesmo evento, a pasta apresentou a Instância Nacional de Ética em Pesquisa (Inaep), criada para modernizar o sistema brasileiro de avaliação ética de estudos com seres humanos. A nova estrutura padroniza critérios de risco, reduz análises duplicadas e regulamenta biobancos, com objetivo de aproximar o país das práticas internacionais e ampliar sua participação na pesquisa clínica global.