Educação EDUCAÇÃO
Eleição escolar em Sidrolândia vira alvo de denúncias e suspeitas de irregularidades
Pais, servidores e responsáveis denunciam manobras, impedimentos e possíveis fraudes durante o processo de escolha da nova direção de uma escola municipal
03/12/2025 14h04 Atualizada há 6 meses
Por: Redação

O processo eleitoral para a direção de uma escola municipal em Sidrolândia se transformou em um foco de denúncias e questionamentos. Segundo relatos de pais, servidores e membros da comunidade, a gestão da Associação de Pais e Mestres (APM) não realizou prestação de contas durante os últimos quatro anos dois deles sob comando do professor Rodrigo Nogueira e outros dois da esposa dele, Francilene Nogueira. A diretora executiva no período, Giovana Aparecida F. Salles, também é mencionada nas reclamações, que apontam ainda que, ao término do mandato de Rodrigo, não ocorreu nova eleição e a posse foi entregue diretamente à Francilene.

As denúncias se estendem ao processo mais recente. Para concorrer à direção, nenhum candidato poderia estar inadimplente com a APM, mas relatos afirmam que uma liminar considerada inexistente por quem questiona o processo teria sido usada para permitir a participação de nomes que estariam impedidos. Já na votação, o regulamento previa que apenas pais, responsáveis legais, alunos ativos, servidores efetivos e contratados poderiam votar. No entanto, testemunhas dizem que motoristas sem vínculo familiar com estudantes participaram, assim como alunos desistentes, entre eles o sogro da atual diretora, além de outras pessoas levadas por figuras políticas locais.

Há ainda acusações de que pais e responsáveis foram impedidos de votar, enquanto cédulas teriam sido rasgadas ao meio pelos próprios mesários. Outro ponto de contestação é a posse da nova direção: oficialmente prevista para o dia 6 de janeiro, ela teria sido antecipada para 1º de dezembro sem aviso público, o que aumentou a sensação de falta de transparência.

Segundo os denunciantes, uma reunião envolvendo uma vereadora do PT e representantes da Secretaria Municipal de Educação teria selado, nos bastidores, a condução do processo e a definição dos nomes que assumiriam o comando da escola. Até o momento, os envolvidos não apresentaram esclarecimentos públicos sobre as acusações, que seguem gerando mobilização entre pais e membros da comunidade escolar.