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Golpes bancários e furtos de celular crescem no Carnaval e acendem alerta em MS

Estado registra mais de 4,4 mil furtos de celulares por ano e supera média nacional, cenário que favorece fraudes digitais e financeiras

11/02/2026 às 09h52 Atualizada em 11/02/2026 às 15h28
Por: João Paulo Ferreira
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Com o início do período de Carnaval, autoridades e especialistas em segurança reforçam o alerta para o aumento de golpes bancários e furtos de celulares, crimes que costumam crescer em períodos de grande circulação de pessoas e aglomerações. Em Mato Grosso do Sul, os dados mais recentes indicam um cenário que exige atenção redobrada dos foliões.

Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, o Estado registrou 4.406 furtos de celulares em 2024, um aumento de 3,7% em relação ao ano anterior. Proporcionalmente à população, a taxa é de 16 furtos para cada 10 mil habitantes, índice superior à média nacional, que foi de 15,1. A média diária no Estado é de aproximadamente 12 aparelhos levados por dia.

O furto de celulares é considerado uma das principais portas de entrada para fraudes bancárias e golpes digitais, já que criminosos utilizam os aparelhos para acessar aplicativos financeiros, redes sociais e dados pessoais das vítimas.

Apesar de dados recentes da Secretaria de Justiça e Segurança Pública apontarem queda em alguns tipos de roubo em Mato Grosso do Sul, como roubo em via urbana e a comércio em 2025, o volume de furtos permanece elevado e segue sendo preocupação constante, especialmente em eventos com grande concentração de pessoas.

No cenário nacional, o avanço das fraudes digitais também preocupa. Apenas no primeiro semestre de 2025, o Brasil registrou 6,9 milhões de tentativas de fraude, uma média de uma ocorrência a cada 2,3 segundos, com mais da metade direcionada a bancos e cartões.

Especialistas apontam que a combinação entre furto de celulares e acesso a aplicativos bancários tornou-se uma das principais estratégias de criminosos. Em muitos casos, após a subtração do aparelho, os golpistas conseguem realizar transferências via Pix, contratar empréstimos e fazer compras antes que a vítima perceba o crime.

Entre os golpes mais comuns neste período está o chamado “golpe da troca de cartão”, em que criminosos se aproveitam de distrações durante pagamentos para substituir o cartão da vítima por outro semelhante. Também cresce a incidência do “golpe da confusão”, quando grupos simulam empurrões ou brigas em blocos e eventos para furtar celulares e cartões.

Especialistas em fraudes bancárias recomendam medidas preventivas simples antes de sair para a folia, como reduzir limites de transferências bancárias, ativar notificações de transações e utilizar aplicativos oficiais de bloqueio remoto do aparelho. Em caso de roubo ou furto, a orientação é bloquear imediatamente o celular e os aplicativos financeiros, além de registrar boletim de ocorrência e comunicar o banco.

A orientação é que a resposta rápida da vítima pode reduzir prejuízos e aumentar as chances de recuperação de valores em eventuais fraudes.

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