Saúde SAÚDE
MS apreende R$ 5 milhões em canetas emagrecedoras ilegais
Operação retirou quase 10 mil produtos irregulares de circulação em 20 dias
27/02/2026 19h45 Atualizada há 4 meses
Por: João Paulo Ferreira
Apreensões da Operação Visa-Protege somaram 9.964 itens irregulares, incluindo 6.085 canetas e ampolas para emagrecimento sem autorização para venda no Brasil - Foto: André Lima

O Governo de Mato Grosso do Sul apreendeu mais de R$ 5 milhões em produtos irregulares nas últimas semanas, durante a Operação Visa-Protege, coordenada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES). O balanço foi fechado em 25 de fevereiro e reúne ações de fiscalização voltadas ao combate à comercialização e ao envio de medicamentos proibidos no país.

Em apenas 20 dias, a força-tarefa retirou de circulação 9.964 itens, entre medicamentos sem registro sanitário, anabolizantes, substâncias de circulação vetada e produtos falsificados. Segundo a SES, o volume apreendido representa risco potencial à saúde pública, diante da origem e da ausência de autorização para comercialização.

Entre os principais alvos estão 6.085 canetas e ampolas para emagrecimento contendo substâncias como tirzepatida e retatrutida, que não têm autorização para venda no Brasil. Também foram recolhidas 2.265 unidades do chamado “Harp 100”, anunciado como fitoterápico, mas classificado como irregular pelos órgãos de controle. A lista inclui ainda anabolizantes e medicamentos de uso restrito.

O valor estimado das apreensões considera os preços médios praticados ao consumidor final, especialmente nas regiões Sudeste e Nordeste, apontadas como destino de parte das encomendas interceptadas.

De acordo com a SES, a intensificação das fiscalizações tem permitido interromper rotas de envio e desarticular esquemas de distribuição clandestina. A operação conta com apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), dos Correios e do Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso do Sul.

As informações coletadas durante as ações serão encaminhadas às autoridades policiais para apuração de eventuais responsabilidades criminais. A operação segue nas próximas semanas, com foco em centros de distribuição e encomendas consideradas suspeitas.