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No escuro e dentro do buraco: moradores denunciam o descaso em Dourados

Relatos apontam problemas no asfalto e na iluminação, enquanto contrato milionário de LED é investigado

18/03/2026 às 19h08 Atualizada em 20/03/2026 às 10h35
Por: Marcelo Tognini
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No escuro e dentro do buraco: moradores denunciam o descaso em Dourados

Dourados, a 230 quilômetros de Campo Grande, enfrenta um cenário que combina desgaste urbano e questionamentos administrativos. Em diferentes regiões da cidade, moradores relatam dificuldades para circular devido às condições do asfalto. No Jardim Santa Maria, por exemplo, buracos e irregularidades obrigam motoristas a reduzir a velocidade e desviar constantemente, elevando o risco de danos e acidentes.

A situação não se limita à malha viária. A iluminação pública também é alvo de críticas. Ruas e bairros inteiros permanecem com pontos de escuridão durante a noite, o que, segundo moradores, aumenta a sensação de insegurança e compromete a mobilidade no período noturno.

Enquanto os problemas persistem nas ruas, a política de iluminação da atual gestão entrou no radar do Ministério Público de Mato Grosso do Sul. O órgão instaurou procedimento para apurar possíveis irregularidades no Pregão Eletrônico nº 037/2025, estimado em R$ 58,8 milhões, destinado à modernização do sistema com tecnologia LED.

De acordo com o MPMS, há indícios de exigências técnicas consideradas excessivas, além de cláusulas que poderiam restringir a concorrência entre empresas. Também foram apontadas dúvidas quanto à justificativa do modelo de contratação adotado pela prefeitura.

O processo já havia sido suspenso anteriormente pelo Tribunal de Contas do Estado e, posteriormente, revogado pela própria administração municipal após apontamentos técnicos. Mesmo assim, a prefeitura deu continuidade ao projeto e firmou novo contrato, desta vez por cerca de R$ 47,6 milhões, para viabilizar a modernização da iluminação pública.

A administração municipal sustenta que a substituição das luminárias por LED deve alcançar toda a cidade e atribui parte das dificuldades na recuperação do asfalto às condições climáticas. Ainda assim, a investigação segue em andamento.

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