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Bioparque Pantanal completa quatro anos e chega a 1,5 milhão de visitantes em Campo Grande

Espaço reuniu visitantes de mais de 140 países, ampliou ações de pesquisa e educação ambiental e sediará congresso nacional do setor em maio

28/03/2026 às 11h56 Atualizada em 30/03/2026 às 12h14
Por: João Paulo Ferreira
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Foto: Lara Miranda
Foto: Lara Miranda

O Bioparque Pantanal completou quatro anos de funcionamento no sábado (28), em Campo Grande, com mais de 1,5 milhão de visitantes recebidos desde a abertura e atuação concentrada em conservação, pesquisa, acessibilidade e educação ambiental. Ao longo desse período, o espaço também registrou público de mais de 140 países e passou a sediar eventos técnicos e científicos de alcance nacional e internacional.

Segundo os dados divulgados pelo complexo, o empreendimento mantém a condição de maior aquário de água doce do mundo e recebeu certificação ouro de sustentabilidade concedida pela Green Destinations. O reconhecimento considera critérios ambientais, sociais e de governança, como gestão de recursos hídricos, uso de energia, destinação de resíduos, inclusão social e ações de educação ambiental.

Na área de conservação, o Bioparque informou ter estruturado o que classifica como o maior banco genético vivo de água doce do mundo. O espaço já alcançou a reprodução de mais de 100 espécies, entre elas o cascudo-viola, ameaçado de extinção. O trabalho envolve manejo técnico, monitoramento e estudos científicos voltados à preservação da diversidade genética da ictiofauna.

O fluxo de visitação é um dos principais indicadores apresentados pelo empreendimento. Desde a inauguração, o local superou a marca de 1,5 milhão de visitantes e recebeu público estrangeiro de mais de 140 países. O Bioparque também informou ter sido apontado pelo Google como o aquário mais bem avaliado do Brasil e do mundo.

Na educação ambiental, mais de 130 mil estudantes participaram de visitas e atividades pedagógicas promovidas no espaço. As ações são voltadas ao ensino sobre ecossistemas aquáticos, conservação ambiental e sustentabilidade.

Outro dado citado pelo complexo é a escolha do Bioparque como sede do congresso da Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (AZAB), marcado para maio. O evento é considerado o principal do setor no país e deve reunir profissionais e instituições da área.

O espaço também recebeu uma das agendas da COP15 voltada aos peixes migratórios de água doce. O encontro reuniu especialistas, pesquisadores e representantes de diferentes países para debater conservação e biodiversidade.

Na área científica, o empreendimento mantém intercâmbios com universidades, centros de pesquisa e organizações governamentais e não governamentais. De acordo com o Bioparque, essas parcerias resultam em pesquisas sobre biodiversidade aquática, especialmente do Pantanal, além da produção de artigos científicos.

A diretora-geral do complexo, Maria Fernanda Balestieri, afirmou que os resultados mostram a consolidação do trabalho desenvolvido desde a abertura. “Chegar aos quatro anos com resultados tão consistentes mostra que o Bioparque Pantanal cumpre seu papel como agente de transformação. Aqui, conectamos pessoas à ciência, a educação e a conservação, com impactos reais na preservação da biodiversidade e na formação de uma sociedade mais consciente”, disse.

Entre os visitantes ouvidos pela instituição, a moradora de Corumbá, Inês Gonçalves, afirmou ver o Bioparque como um espaço que representa o Estado e contribui para a conscientização ambiental. O turista alemão Gunter Schneider disse que a experiência une turismo e conservação em padrão internacional.

>Estudantes de escolas públicas e privadas conhecem a aprendem a importância de preservar
Estudantes de escolas públicas e privadas conhecem a aprendem a importância de preservar - Foto: Lara Miranda

Outro marco é a consolidação do maior banco genético vivo de água doce do mundo. Atualmente, o Bioparque Pantanal já alcançou a reprodução de mais de 100 espécies, incluindo espécies ameaçadas de extinção como o cascudo-viola. Esse trabalho envolve manejo técnico especializado, monitoramento constante e estudos científicos que contribuem diretamente para a conservação da ictiofauna, possibilitando a manutenção da diversidade genética e ampliando as chances de preservação dessas espécies a longo prazo.

O alcance global do Bioparque também se reflete na visitação. Mais de 1,5 milhão de pessoas já passaram pelo empreendimento, com registros de visitantes oriundos de mais de 140 países. Esse fluxo demonstra não apenas o potencial turístico, mas também o papel do espaço como vitrine da biodiversidade pantaneira para o mundo. O empreendimento turístico ainda foi referendado pelo Google como o aquário com a melhor avaliação do Brasil e do mundo.

Na área educacional, o impacto é significativo, mais de 130 mil estudantes já foram atendidos por meio de visitas e ações lúdicas pedagógicas. As atividades vão além da contemplação, promovendo aprendizado sobre conservação ambiental, ecossistemas aquáticos e a importância da sustentabilidade, contribuindo para a formação de uma consciência ambiental nas novas gerações.

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