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Cinco secretários deixam governo Riedel para disputar eleições de 2026

Saída simultânea força reforma no primeiro escalão e pressiona continuidade de projetos estratégicos a seis meses do pleito

01/04/2026 às 16h10 Atualizada em 03/04/2026 às 14h54
Por: João Paulo Ferreira
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Viviane Luiza, Fernando Souza, Frederico Felini, Jaime Verruck e Marcelo Miranda deixaram cargos no governo de MS para disputar as eleições de 2026
Viviane Luiza, Fernando Souza, Frederico Felini, Jaime Verruck e Marcelo Miranda deixaram cargos no governo de MS para disputar as eleições de 2026

Cinco integrantes do primeiro e segundo escalão do governo de Mato Grosso do Sul pediram exoneração para disputar as eleições de 2026. As saídas envolvem secretários e subsecretários de áreas estratégicas e ocorrem dentro do prazo legal de desincompatibilização, que se encerra em 4 de abril. A movimentação obriga o governador Eduardo Riedel a promover uma reforma administrativa imediata, com impacto direto na condução de políticas públicas em andamento.

Deixam os cargos Jaime Verruck, da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc); Frederico Felini, secretário-adjunto de Administração (SAD); Viviane Luiza, da Secretaria de Cidadania; Marcelo Miranda, da Secretaria de Turismo, Esporte e Cultura; e Fernando Souza, secretário-executivo de Povos Originários. Todos devem entrar na disputa eleitoral de outubro.

A legislação eleitoral exige que ocupantes de cargos públicos se afastem até seis meses antes da eleição caso pretendam se candidatar. O prazo de 4 de abril funciona como limite para garantir a elegibilidade dos nomes que vão disputar vagas, principalmente para deputado estadual e federal.

A saída simultânea atinge diretamente o núcleo de gestão do governo e ocorre em um momento sensível, quando a administração entra na fase final antes do calendário eleitoral. A troca de comando em várias secretarias ao mesmo tempo exige reorganização interna, redistribuição de funções e definição rápida de novos titulares para evitar prejuízos na execução de programas.

A Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, ocupada por Jaime Verruck, concentra parte relevante da política econômica do Estado, incluindo ações voltadas ao agronegócio, indústria e atração de investimentos. A pasta também está diretamente ligada a projetos estruturantes, como a Rota Bioceânica, considerada uma das principais apostas logísticas de Mato Grosso do Sul.

Na Secretaria de Turismo, Esporte e Cultura, comandada por Marcelo Miranda, a troca ocorre em um momento de articulação com eventos e agendas internacionais, além da promoção do turismo regional. A pasta tem ligação com iniciativas que buscam posicionar o Estado em discussões globais, incluindo ações relacionadas à realização da COP15 em Campo Grande.

A Secretaria de Cidadania, liderada por Viviane Luiza, é responsável por políticas públicas voltadas a grupos sociais, enquanto a área de Povos Originários, com Fernando Souza, atua diretamente na interlocução com comunidades indígenas. Já a Secretaria de Administração, onde Frederico Felini atuava como adjunto, tem papel central na gestão da máquina pública, incluindo contratos, pessoal e estrutura administrativa.

A substituição desses nomes pode provocar ajustes na condução de projetos em andamento. Mudanças de comando costumam exigir período de adaptação, além de possíveis alterações de prioridades, o que pode impactar cronogramas e execução de políticas públicas.

O governo ainda não detalhou oficialmente quem assumirá as pastas. A escolha dos substitutos deve levar em conta não apenas critérios técnicos, mas também articulações políticas, já que o período pré-eleitoral costuma influenciar diretamente a formação do primeiro escalão.

Nos bastidores, a movimentação já é tratada como parte da estratégia eleitoral do grupo político do governador. A saída de nomes com visibilidade indica a intenção de colocar aliados na disputa por vagas no Legislativo, ao mesmo tempo em que o governo tenta manter estabilidade administrativa até o fim do mandato.

A reforma no secretariado ocorre a seis meses das eleições, em um cenário em que decisões administrativas e políticas passam a ter impacto direto no ambiente eleitoral. A forma como o governo conduzirá as substituições e manterá a execução dos projetos será determinante para o desempenho da gestão até outubro.

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