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Vice bate na própria gestão e expõe falta de medicamentos e caos no atendimento em São Gabriel

Prefeitura admite ausência de 73 medicamentos da rede estadual, enquanto vice denuncia filas, falhas no transporte e atendimento comprometido

04/04/2026 às 14h00 Atualizada em 05/04/2026 às 11h37
Por: João Paulo Ferreira
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Vice-prefeito Rogério Rohr (PSD), à esquerda, e o prefeito Leocir Montagna (PSD), à direita, protagonizam embate após denúncia de falta de medicamentos na saúde de São Gabriel do Oeste
Vice-prefeito Rogério Rohr (PSD), à esquerda, e o prefeito Leocir Montagna (PSD), à direita, protagonizam embate após denúncia de falta de medicamentos na saúde de São Gabriel do Oeste

O vice-prefeito de São Gabriel do Oeste, Rogério Rohr (PSD), denunciou publicamente problemas na saúde do município, incluindo falta de medicamentos, filas e falhas no transporte de pacientes. A manifestação foi feita nas redes sociais e atinge diretamente a gestão da qual ele próprio faz parte.

Na publicação, Rohr afirmou que a saúde da cidade “está pedindo socorro” e citou a ausência de medicamentos básicos, inclusive de uso contínuo e controlado. Ele também relatou demora no atendimento e dificuldades enfrentadas por pacientes para acesso a consultas e exames.

Outro ponto levantado pelo vice-prefeito foi o transporte de pacientes. Segundo ele, veículos utilizados para deslocamentos estariam apresentando problemas mecânicos durante o trajeto, o que compromete o atendimento, especialmente de idosos, gestantes e crianças.

Após a repercussão, a prefeitura se manifestou por meio da Secretaria Municipal de Saúde. A administração negou desabastecimento generalizado, mas confirmou a falta parcial de medicamentos.

De acordo com os dados oficiais, 73 dos 283 medicamentos fornecidos pelo Estado estão indisponíveis no momento. A informação indica que parte do problema está relacionada à rede estadual de fornecimento, embora a distribuição local também entre no debate.

O caso ocorre em meio a um cenário de desgaste político entre o vice-prefeito e a gestão municipal. As críticas públicas não são inéditas e fazem parte de um histórico recente de divergências internas.

Nos últimos meses, Rohr já havia feito manifestações contrárias à administração e intensificou o tom das críticas após anunciar movimentações políticas, incluindo a intenção de disputar cargo eletivo nas próximas eleições.

A situação abre questionamentos sobre a origem do desabastecimento de medicamentos e a responsabilidade pela falha no atendimento à população, envolvendo tanto o fornecimento estadual quanto a gestão municipal da saúde.

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