
Um em cada oito estudantes de 13 a 17 anos em Mato Grosso do Sul já deixou de ir à escola por falta de segurança no caminho entre casa e a unidade de ensino. O dado faz parte da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgada pelo IBGE, e revela o impacto da violência na rotina dos alunos.
De acordo com o levantamento, 12,1% dos estudantes afirmaram ter faltado às aulas por não se sentirem seguros no trajeto até a escola. Já outros 14,3% disseram ter deixado de frequentar a unidade por insegurança dentro do próprio ambiente escolar.
A percepção de violência no entorno das escolas também aparece com força. Na avaliação de diretores e responsáveis, há registros frequentes de situações como assaltos, venda de drogas, agressões físicas e até relatos de tiroteios nas proximidades das unidades.
Na capital, Campo Grande, os índices são ainda mais elevados em diversos tipos de violência no entorno escolar, com destaque para assaltos, agressões e circulação de drogas.
Além disso, o levantamento aponta que 13,6% dos estudantes se envolveram em brigas com agressão física nos 30 dias anteriores à pesquisa, colocando Mato Grosso do Sul entre os estados com maior índice desse tipo de ocorrência no país.
Entre os meninos, o percentual chega a 19%, enquanto entre as meninas é de 7,9%, mostrando maior envolvimento masculino em conflitos físicos recentes.
Os dados reforçam que a violência impacta diretamente a frequência escolar e o ambiente de aprendizado, atingindo tanto o trajeto quanto o interior das escolas.
A PeNSE reúne informações de estudantes de escolas públicas e privadas de todo o país e é uma das principais bases para orientar políticas públicas voltadas à educação e segurança de adolescentes.