
O show da banda Guns N’ Roses realizado na noite de quinta-feira (9), no Autódromo Internacional de Campo Grande, terminou com milhares de pessoas prejudicadas por falhas no acesso ao local. O trânsito nas vias de chegada travou ainda no fim da tarde, formando congestionamentos que passaram de 13 quilômetros e impediram parte do público de chegar a tempo — ou sequer entrar no evento.
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A lentidão foi registrada nas vias que dão acesso ao autódromo e chegou à BR-262. Em uma das postagens do portal, a informação publicada foi de que a Guarda Civil Metropolitana confirmou congestionamento superior a 13 quilômetros na saída para o local do evento. Em outro registro, o engarrafamento já aparecia com estimativa de aproximadamente 15 quilômetros, com reflexos diretos no deslocamento do público.
Relatos de fãs apontam que quem saiu de casa depois das 16h encontrou filas quilométricas e dificuldade para avançar. Houve casos de pessoas que passaram horas no trânsito sem conseguir chegar ao autódromo. Uma espectadora relatou nas redes que saiu do hotel às 17h30, a cerca de 20 quilômetros do local, e às 22h59 ainda não havia conseguido chegar. “Vamos perder o show, gastamos com hotel... decepção total”, escreveu.
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Outro relato citado nas publicações do portal aponta situação semelhante. Segundo comentário reproduzido em postagem do O Sul-mato-grossense, um leitor saiu do centro de Campo Grande às 17h e, às 22h25, ainda estava parado na região do bairro Maria Aparecida Pedrossian, sem conseguir avançar. O volume de reclamações cresceu ao longo da noite e concentrou críticas à logística do evento e à dificuldade de acesso ao autódromo.
Com o fluxo travado, parte do público abandonou carros no meio do caminho e tentou seguir a pé. Houve também quem recorresse a moto por aplicativo para tentar driblar o congestionamento e entrar a tempo no show. Mesmo assim, o engarrafamento comprometeu a chegada de milhares de pessoas.
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O impacto apareceu também dentro do autódromo. Setores próximos ao palco permaneceram com áreas inteiras vazias no começo da apresentação, inclusive em região mais próxima do palco, o que expôs o tamanho do atraso enfrentado pelo público para acessar o evento.
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O show, previsto para começar às 20h30, só teve início por volta das 22h10. A organização decidiu adiar a abertura do espetáculo depois que o congestionamento intenso dificultou o deslocamento do público até o autódromo. A medida buscou permitir que mais pessoas conseguissem chegar antes da entrada da banda, mas não resolveu o problema para quem continuava preso nas filas de veículos.
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Nas redes, parte do público contestou a leitura de que a banda teria se atrasado por conta própria. Comentários em uma das publicações sustentam que o grupo teria segurado o início da apresentação justamente para esperar a chegada dos fãs que estavam presos no trânsito. Ainda assim, o fato é que o show começou com cerca de uma hora e 40 minutos de atraso em relação ao horário previsto.
A dificuldade não se limitou à chegada. Depois do fim da apresentação, o problema se repetiu na saída. O trânsito voltou a travar e o escoamento do público se arrastou durante toda a madrugada. Relatos reunidos pelo portal mostram pessoas tentando voltar para casa ou hotel depois de quatro, cinco horas de espera.
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Em uma das publicações, um internauta relatou que passou cinco horas tentando retornar ao hotel. Outro escreveu que, às 5h30 da manhã, ainda seguia no estacionamento sem conseguir sair. Leitores do O Sul-mato-grossense também relataram que por volta das 4h30 ainda permaneciam parados no trânsito, sem conseguir deixar o local.
O caos antes e depois do show abriu questionamentos sobre a capacidade de Campo Grande para receber eventos desse porte no autódromo. As publicações e os comentários apontam para um problema de acesso concentrado em poucas vias, sem vazão suficiente para absorver um público de dezenas de milhares de pessoas em um mesmo horário. Um dos comentários destacados resume essa percepção ao afirmar que a cidade “não tem capacidade para um show desse porte”.
A crise de mobilidade também levantou críticas à organização e ao planejamento logístico da operação. Em uma das postagens, o próprio portal levantou a pergunta “Culpa da produção?” ao reunir relatos de fãs que perderam a apresentação mesmo com ingresso comprado. Até a publicação desta reportagem, não havia posicionamento público detalhado da organização respondendo às reclamações sobre acesso, entrada e saída do evento.
O que ficou da noite foi um rastro de transtorno que começou ainda no fim da tarde, atrasou o show, deixou áreas vazias no início da apresentação, fez parte do público perder o espetáculo e se estendeu até depois do amanhecer.