
O presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, publicou em suas redes sociais oficiais uma foto e um vídeo ao lado do ex-deputado federal Edson Giroto. A postagem veio depois de Giroto também aparecer em outra foto ao lado do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
A nova exposição pública de Giroto ao lado de dirigentes e nomes nacionais do PL contrasta com o discurso anticorrupção adotado pela legenda. O ex-parlamentar é um dos principais alvos da Operação Lama Asfáltica, apontada como o maior escândalo de corrupção da história de Mato Grosso do Sul. A investigação apurou fraudes em obras da Secretaria Estadual de Obras durante o governo André Puccinelli (MDB), entre 2007 e 2014.
Giroto foi preso duas vezes no curso da operação. Em maio de 2016, ficou detido por 43 dias e acabou solto por decisão do Supremo Tribunal Federal. Em maio de 2018, voltou à prisão e permaneceu por quase dois anos no Centro de Triagem de Campo Grande. Em março de 2020, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região substituiu a prisão preventiva por domiciliar, em razão da pandemia de Covid-19.
Na esfera criminal federal, Giroto foi condenado a 9 anos, 10 meses e 3 dias de reclusão, em regime fechado, por lavagem de dinheiro na compra da fazenda Encantado Rio Verde. Segundo a acusação, a operação movimentou R$ 7,63 milhões.
Além da condenação criminal, ele também foi atingido por decisão em ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Estadual. A Justiça determinou a devolução de R$ 10,7 milhões aos cofres públicos, o pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos, a perda de bens e a suspensão dos direitos políticos por 12 anos.
Apesar da inelegibilidade, Giroto voltou a se movimentar politicamente e já declarou que pretende disputar uma vaga na Câmara dos Deputados em 2026 com apoio de Valdemar.