Política POLÍTICA
Presidente nacional do PL publica foto com ex-deputado condenado pelo maior escândalo de corrupção de MS
Postagem de Valdemar ao lado de Edson Giroto ocorre após novo gesto de aproximação do PL com um dos nomes centrais da Lama Asfáltica
16/04/2026 21h35 Atualizada há 2 meses
Por: Marcelo Tognini
Valdemar da Costa Neto e Edson Giroto aparecem juntos em registro publicado nas redes do presidente nacional do PL, após nova aproximação política do ex-deputado mesmo com condenações na Justiça

O presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, publicou em suas redes sociais oficiais uma foto e um vídeo ao lado do ex-deputado federal Edson Giroto. A postagem veio depois de Giroto também aparecer em outra foto ao lado do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).

A nova exposição pública de Giroto ao lado de dirigentes e nomes nacionais do PL contrasta com o discurso anticorrupção adotado pela legenda. O ex-parlamentar é um dos principais alvos da Operação Lama Asfáltica, apontada como o maior escândalo de corrupção da história de Mato Grosso do Sul. A investigação apurou fraudes em obras da Secretaria Estadual de Obras durante o governo André Puccinelli (MDB), entre 2007 e 2014.

Giroto foi preso duas vezes no curso da operação. Em maio de 2016, ficou detido por 43 dias e acabou solto por decisão do Supremo Tribunal Federal. Em maio de 2018, voltou à prisão e permaneceu por quase dois anos no Centro de Triagem de Campo Grande. Em março de 2020, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região substituiu a prisão preventiva por domiciliar, em razão da pandemia de Covid-19.

Na esfera criminal federal, Giroto foi condenado a 9 anos, 10 meses e 3 dias de reclusão, em regime fechado, por lavagem de dinheiro na compra da fazenda Encantado Rio Verde. Segundo a acusação, a operação movimentou R$ 7,63 milhões.

Além da condenação criminal, ele também foi atingido por decisão em ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Estadual. A Justiça determinou a devolução de R$ 10,7 milhões aos cofres públicos, o pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos, a perda de bens e a suspensão dos direitos políticos por 12 anos.

Apesar da inelegibilidade, Giroto voltou a se movimentar politicamente e já declarou que pretende disputar uma vaga na Câmara dos Deputados em 2026 com apoio de Valdemar.