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Campo Grande avança na privatização de unidades de saúde

Prefeitura estrutura modelo de gestão privada para unidades da rede municipal, enquanto Ministério Público e Conselho Municipal de Saúde questionam a proposta

30/04/2026 às 16h55 Atualizada em 01/05/2026 às 17h44
Por: João Paulo Ferreira
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Unidades de saúde de Campo Grande entram no debate sobre possível transferência de gestão para iniciativa privada
Unidades de saúde de Campo Grande entram no debate sobre possível transferência de gestão para iniciativa privada

A Prefeitura de Campo Grande avança na proposta de transferir a gestão de unidades de saúde para a iniciativa privada, em um modelo de terceirização que mantém o atendimento pelo SUS, mas repassa a administração para entidades externas. A medida ocorre no momento em que o município estrutura contratos e define o formato de gestão para unidades da rede.

O projeto prevê a adoção de mecanismos já utilizados em outras cidades brasileiras, como contratos de gestão com organizações sociais. Nesse modelo, a unidade continua pública, mas passa a ser administrada por uma entidade privada, responsável por contratação de pessoal, compras e operação dos serviços.

A proposta tem respaldo político dentro do governo estadual. O governador Eduardo Riedel já se manifestou favorável à ampliação da participação da iniciativa privada na gestão de serviços públicos, defendendo o modelo como alternativa para aumentar a eficiência da rede.

Por outro lado, a iniciativa enfrenta resistência institucional. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul acompanha o caso e pode atuar caso identifique riscos à legalidade ou ao acesso da população aos serviços. O Conselho Municipal de Saúde de Campo Grande, responsável pelo controle social do sistema, também contesta a proposta e questiona a forma como a mudança vem sendo conduzida.

Entre os principais pontos levantados por órgãos de controle e representantes da saúde estão possíveis impactos na transparência da gestão, na qualidade do atendimento e nas condições de trabalho dos profissionais. Servidores da rede municipal também têm se mobilizado contra a medida, com preocupação sobre vínculos empregatícios e mudanças na rotina das unidades.

A prefeitura ainda deve detalhar quais unidades serão incluídas no modelo, além do formato definitivo de contratação e os critérios de fiscalização das entidades que assumirem a gestão. O avanço da proposta tende a ampliar o debate sobre o papel da iniciativa privada na saúde pública da capital.

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