
A ponte da Rota Bioceânica sobre o Rio Paraguai, que liga Porto Murtinho (MS) a Carmelo Peralta (Paraguai), atingiu 90% de execução e entrou na fase final das obras. O projeto é considerado estratégico para o escoamento da produção sul-mato-grossense rumo aos portos do Chile, no Oceano Pacífico.
Neste momento, a construção avança para a etapa conhecida como “beijo das aduelas”, quando as duas extremidades da ponte se encontram. A previsão é que essa ligação estrutural seja concluída até o fim de maio de 2026.
Com cerca de 1.294 metros de extensão, a ponte é o principal eixo físico da chamada Rota Bioceânica, corredor internacional que vai conectar o Centro-Oeste brasileiro aos mercados da Ásia por meio de rodovias que passam por Paraguai, Argentina e Chile.
A entrega completa da obra está prevista para agosto de 2026. Ainda não há uma data oficial para inauguração, já que a operação depende também da conclusão de estruturas complementares, como os acessos rodoviários e o centro aduaneiro na região de fronteira.
O município de Porto Murtinho deve ser o principal beneficiado direto da nova rota, ao se tornar porta de entrada do corredor internacional. No entanto, o impacto logístico se estende a outras cidades do Estado, especialmente ao longo da BR-267, como Jardim, Guia Lopes da Laguna, Anastácio, Aquidauana e Campo Grande.
Regiões produtoras como Dourados, Maracaju, Sidrolândia e Três Lagoas também devem ser impactadas de forma indireta, com a redução do tempo e do custo de transporte para exportação de commodities como soja, carne e celulose.
A expectativa do governo estadual é que a nova rota reduza em até duas semanas o tempo de envio de cargas brasileiras para países asiáticos, ao substituir o trajeto tradicional via portos do Atlântico.
Apesar do avanço da ponte, obras complementares ainda não estão no mesmo ritmo. Os acessos no lado brasileiro seguem em execução e o centro aduaneiro ainda não teve início, o que pode influenciar o início da operação plena do corredor.