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Ponte da Bioceânica chega aos 90% e coloca MS mais perto do Pacífico

Obra em Porto Murtinho entra na fase final, com conclusão prevista para agosto e ligação estrutural ainda em maio

30/04/2026 às 17h41 Atualizada em 01/05/2026 às 19h07
Por: João Paulo Ferreira
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Obra da ponte da Rota Bioceânica, que liga Porto Murtinho (MS) a Carmelo Peralta (Paraguai), atingiu 90% de execução e deve ser concluída até agosto de 2026 - Foto: Elba Lopes
Obra da ponte da Rota Bioceânica, que liga Porto Murtinho (MS) a Carmelo Peralta (Paraguai), atingiu 90% de execução e deve ser concluída até agosto de 2026 - Foto: Elba Lopes

A ponte da Rota Bioceânica sobre o Rio Paraguai, que liga Porto Murtinho (MS) a Carmelo Peralta (Paraguai), atingiu 90% de execução e entrou na fase final das obras. O projeto é considerado estratégico para o escoamento da produção sul-mato-grossense rumo aos portos do Chile, no Oceano Pacífico.

Neste momento, a construção avança para a etapa conhecida como “beijo das aduelas”, quando as duas extremidades da ponte se encontram. A previsão é que essa ligação estrutural seja concluída até o fim de maio de 2026.

Com cerca de 1.294 metros de extensão, a ponte é o principal eixo físico da chamada Rota Bioceânica, corredor internacional que vai conectar o Centro-Oeste brasileiro aos mercados da Ásia por meio de rodovias que passam por Paraguai, Argentina e Chile.

A entrega completa da obra está prevista para agosto de 2026. Ainda não há uma data oficial para inauguração, já que a operação depende também da conclusão de estruturas complementares, como os acessos rodoviários e o centro aduaneiro na região de fronteira.

O município de Porto Murtinho deve ser o principal beneficiado direto da nova rota, ao se tornar porta de entrada do corredor internacional. No entanto, o impacto logístico se estende a outras cidades do Estado, especialmente ao longo da BR-267, como Jardim, Guia Lopes da Laguna, Anastácio, Aquidauana e Campo Grande.

Regiões produtoras como Dourados, Maracaju, Sidrolândia e Três Lagoas também devem ser impactadas de forma indireta, com a redução do tempo e do custo de transporte para exportação de commodities como soja, carne e celulose.

A expectativa do governo estadual é que a nova rota reduza em até duas semanas o tempo de envio de cargas brasileiras para países asiáticos, ao substituir o trajeto tradicional via portos do Atlântico.

Apesar do avanço da ponte, obras complementares ainda não estão no mesmo ritmo. Os acessos no lado brasileiro seguem em execução e o centro aduaneiro ainda não teve início, o que pode influenciar o início da operação plena do corredor.

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