
A Polícia Federal deflagrou na última quinta-feira (30) a Operação Fraudis para investigar um esquema de fraude no concurso público da própria instituição. A investigação envolve candidatos que realizaram a prova em Campo Grande, fator que levou o caso a ser conduzido pela Justiça Federal no estado.
Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em Cascavel, onde os investigadores apreenderam celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos. O material será analisado para identificar a extensão do esquema, os envolvidos e possíveis beneficiários.
De acordo com a Polícia Federal, a apuração teve início no Paraná e foi remetida a Campo Grande após a identificação de que os investigados participaram da prova na Capital sul-mato-grossense. A corporação busca agora mapear a atuação do grupo e verificar se há outros candidatos envolvidos.
Informações indicam que o esquema pode ter envolvido o envio de respostas durante a aplicação da prova, com apoio de terceiros fora do local do exame. Há ainda relatos de comercialização de gabaritos por valores que ultrapassam R$ 280 mil por candidato. Esses pontos, no entanto, não foram detalhados pela Polícia Federal.
O concurso da Polícia Federal é de abrangência nacional e contou com aplicação simultânea em diversas cidades do país. A seleção inclui cargos como agente, escrivão, delegado e papiloscopista, e envolve etapas que vão além da prova objetiva, como teste físico, avaliação psicológica e curso de formação.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre a existência de candidatos de Mato Grosso do Sul entre os investigados, nem sobre eventual impacto direto nos resultados do concurso. Também não há informação sobre anulação de provas, exclusão de candidatos ou suspensão do certame.
Em casos desse tipo, a legislação prevê a possibilidade de eliminação dos candidatos envolvidos, anulação de resultados e responsabilização criminal, a depender das provas reunidas ao longo da investigação. A Polícia Federal não informou quantos suspeitos estão sendo investigados nem se há servidores públicos envolvidos.