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Bebê morre com sinais de agressão e suspeita de abuso; mãe e padrasto são presos em Campo Grande

Kalebe Josué da Silva, de 1 ano e 8 meses, foi reanimado após parada cardiorrespiratória no Santa Luzia, mas morreu na Santa Casa

01/05/2026 às 18h44 Atualizada em 04/05/2026 às 11h08
Por: João Paulo Ferreira
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Kalebe Josué da Silva, de 1 ano e 8 meses, morreu após dois dias internado na Santa Casa de Campo Grande com sinais de agressão; mãe e padrasto foram presos e são investigados pelo caso
Kalebe Josué da Silva, de 1 ano e 8 meses, morreu após dois dias internado na Santa Casa de Campo Grande com sinais de agressão; mãe e padrasto foram presos e são investigados pelo caso

Kalebe Josué da Silva, de 1 ano e 8 meses, morreu na madrugada da última quinta-feira (30) após dois dias internado na Santa Casa de Campo Grande. A criança havia sido socorrida na manhã de terça-feira (28), no bairro Santa Luzia, com múltiplos hematomas pelo corpo e indícios que levantaram suspeita de violência sexual. A mãe e o padrasto foram presos e são investigados por maus-tratos e estupro de vulnerável.

De acordo com as informações, a criança passou mal enquanto estava sob os cuidados do padrasto, depois que a mãe saiu para trabalhar. Equipes da Polícia Militar e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foram acionadas e encontraram o bebê em parada cardiorrespiratória. Ele foi reanimado ainda no local e encaminhado em estado grave para atendimento hospitalar.

Kalebe deu entrada inicialmente em unidade de saúde da região e, em seguida, foi transferido para a Santa Casa, onde permaneceu internado até a morte, registrada às 4h20 de quinta-feira (30). Informações médicas apontam que ele chegou com diversos hematomas, o que motivou a suspeita de agressões.

A investigação conduzida pela Polícia Civil apura as circunstâncias das lesões e a possível ocorrência de violência sexual. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) deve indicar a causa da morte e confirmar se houve abuso.

Durante as apurações, mãe e padrasto apresentaram versões diferentes sobre o que teria acontecido antes da criança passar mal. O padrasto, apontado como responsável direto pelos cuidados no momento do ocorrido, nega agressões. Já relatos colhidos pela polícia indicam contradições nos depoimentos.

A Justiça decretou a prisão preventiva dos dois. A mãe responde por maus-tratos, enquanto o padrasto é investigado por maus-tratos e estupro de vulnerável. O caso segue em investigação.

Familiares ouvidos pela imprensa relataram que Kalebe havia passado a morar com a mãe há poucos meses. A Polícia Civil deve aprofundar a análise do histórico familiar e reconstruir a sequência dos fatos que levaram à morte da criança.

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