
Dourados já registra 2.971 casos confirmados de chikungunya e 9 mortes em 2026, conforme boletim epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde no último dia 3. O levantamento também indica 5,2 mil casos prováveis, o que reforça a dimensão da transmissão no município.
Os dados mostram que a epidemia segue avançando mesmo após o município decretar situação de emergência em saúde pública e receber recursos estaduais e federais para enfrentamento da doença. Ainda assim, os boletins mais recentes mantêm a curva de casos em crescimento.
A diferença entre casos confirmados e prováveis evidencia um volume elevado de pacientes com sintomas ainda sem confirmação laboratorial, o que amplia a percepção de circulação ativa do vírus em Dourados.
A taxa de positividade entre os pacientes testados permanece elevada, indicando que uma parcela significativa dos sintomáticos tem resultado positivo para chikungunya, o que reforça o cenário de transmissão contínua.
Inicialmente concentrada em áreas indígenas, a doença já se espalhou pela região urbana, ampliando o alcance da epidemia e elevando a demanda por atendimento nas unidades de saúde.
Com o avanço dos casos, aumentou a pressão sobre a rede pública, especialmente nas unidades de urgência, que registram crescimento na procura por pacientes com sintomas como febre alta e dores intensas nas articulações.
Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a chikungunya depende do controle de criadouros para conter o avanço. A eliminação de água parada em residências e áreas urbanas segue como principal medida de prevenção.
A orientação é que pessoas com sintomas procurem atendimento médico e evitem automedicação, especialmente com anti-inflamatórios, que podem agravar o quadro em caso de outras arboviroses.