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Prefeitura falha em conter chikungunya e Dourados já chega a 2.971 casos e 9 mortes

Boletim aponta 5,2 mil casos prováveis e mostra que, mesmo com emergência e recursos, os casos seguem em alta no município

04/05/2026 às 09h56 Atualizada em 11/05/2026 às 13h46
Por: João Paulo Ferreira
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Mesmo com emergência e recursos, gestão Marçal Filho não consegue conter avanço e Dourados chega a 2.971 casos e 9 mortes
Mesmo com emergência e recursos, gestão Marçal Filho não consegue conter avanço e Dourados chega a 2.971 casos e 9 mortes

Dourados já registra 2.971 casos confirmados de chikungunya e 9 mortes em 2026, conforme boletim epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde no último dia 3. O levantamento também indica 5,2 mil casos prováveis, o que reforça a dimensão da transmissão no município.

Os dados mostram que a epidemia segue avançando mesmo após o município decretar situação de emergência em saúde pública e receber recursos estaduais e federais para enfrentamento da doença. Ainda assim, os boletins mais recentes mantêm a curva de casos em crescimento.

A diferença entre casos confirmados e prováveis evidencia um volume elevado de pacientes com sintomas ainda sem confirmação laboratorial, o que amplia a percepção de circulação ativa do vírus em Dourados.

A taxa de positividade entre os pacientes testados permanece elevada, indicando que uma parcela significativa dos sintomáticos tem resultado positivo para chikungunya, o que reforça o cenário de transmissão contínua.

Inicialmente concentrada em áreas indígenas, a doença já se espalhou pela região urbana, ampliando o alcance da epidemia e elevando a demanda por atendimento nas unidades de saúde.

Com o avanço dos casos, aumentou a pressão sobre a rede pública, especialmente nas unidades de urgência, que registram crescimento na procura por pacientes com sintomas como febre alta e dores intensas nas articulações.

Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a chikungunya depende do controle de criadouros para conter o avanço. A eliminação de água parada em residências e áreas urbanas segue como principal medida de prevenção.

A orientação é que pessoas com sintomas procurem atendimento médico e evitem automedicação, especialmente com anti-inflamatórios, que podem agravar o quadro em caso de outras arboviroses.

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