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Chefão do Comando Vermelho é pego em mansão de R$ 6 milhões e entregue à PF em Corumbá

Kleber “Kekeu”, apontado como liderança da facção, foi preso na Bolívia e entregue à Polícia Federal sob forte esquema de segurança neste domingo

11/05/2026 às 13h39 Atualizada em 13/05/2026 às 12h23
Por: João Paulo Ferreira
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Kleber “Kekeu”, apontado como liderança do Comando Vermelho, foi preso na Bolívia e entregue à Polícia Federal em Corumbá neste domingo (10)
Kleber “Kekeu”, apontado como liderança do Comando Vermelho, foi preso na Bolívia e entregue à Polícia Federal em Corumbá neste domingo (10)

Um dos principais líderes do Comando Vermelho, Kleber Nóbrega Pereira, conhecido como “Kekeu”, foi entregue à Polícia Federal neste domingo (10), em Corumbá, após ser preso na Bolívia. Ele foi localizado em uma mansão avaliada em cerca de R$ 6 milhões, em Santa Cruz de la Sierra, cidade próxima à fronteira com Mato Grosso do Sul.

A captura ocorreu durante operação de forças bolivianas especializadas no combate ao narcotráfico. “Kekeu” foi preso junto da esposa, Micaely Santos Silva, em um imóvel de alto padrão no bairro Equipetrol, uma das áreas mais valorizadas da cidade.

A transferência para o Brasil ocorreu pela fronteira entre Puerto Quijarro e Corumbá, com participação de equipes da Polícia Federal e de unidades bolivianas, incluindo a Força Especial de Combate ao Narcotráfico (FELCN). O esquema de segurança foi reforçado durante toda a operação de escolta até a entrega às autoridades brasileiras.

Segundo autoridades da Bahia, o suspeito é investigado por tráfico de drogas e armas, homicídios, roubos, corrupção de menores e lavagem de dinheiro. Ele teria atuação concentrada em Salvador e no interior baiano, sendo apontado como uma das lideranças da facção nessas regiões.

As investigações também indicam que a esposa dele atuaria na movimentação financeira da organização criminosa, com suspeita de participação em esquemas de lavagem de dinheiro e ocultação de recursos.

A presença de uma liderança desse nível em território boliviano deixa claro o uso da região de fronteira como base logística para o crime organizado brasileiro. Santa Cruz de la Sierra é considerada ponto estratégico por sua localização e pela proximidade com o Brasil.

Corumbá, no lado brasileiro da fronteira, é alvo recorrente de operações de combate ao tráfico internacional de drogas. A cidade integra uma das principais rotas de entrada de entorpecentes no país, especialmente cocaína produzida em território boliviano.

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