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Onda de frio mata 74 bovinos em Mato Grosso do Sul

Frente fria derrubou temperaturas para até 1,7°C, provocou mortes por hipotermia no campo e aumentou em 58% a procura por abrigo em Campo Grande

13/05/2026 às 13h42 Atualizada em 14/05/2026 às 10h20
Por: João Paulo Ferreira
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Mortes de bovinos por hipotermia foram registradas em Mato Grosso do Sul após queda brusca de temperatura durante a onda de frio de maio de 2026 - Foto: Iagro
Mortes de bovinos por hipotermia foram registradas em Mato Grosso do Sul após queda brusca de temperatura durante a onda de frio de maio de 2026 - Foto: Iagro

A onda de frio que atingiu Mato Grosso do Sul entre os dias 9 e 11 de maio de 2026 derrubou as temperaturas em todo o Estado, provocou a morte de 74 bovinos por hipotermia e aumentou em 58% a procura por abrigo em Campo Grande. A mínima chegou a 1,7°C em Iguatemi, e pelo menos dez municípios registraram temperaturas abaixo de 5°C durante o período.

As mortes de bovinos foram registradas principalmente em regiões do sul do Estado, onde a massa de ar polar teve maior intensidade. Os casos estão associados à queda brusca de temperatura, exposição prolongada ao frio, vento e umidade, fatores que aumentam o risco de hipotermia nos animais. Bezerros e bovinos mais debilitados estão entre os mais vulneráveis nessas condições.

Além das perdas no campo, o frio intenso teve impacto direto na população mais vulnerável. Em Campo Grande, a procura por vagas em abrigos cresceu 58% durante os dias mais críticos da frente fria. Entre os dias 9 e 11 de maio, cerca de 250 pessoas foram acolhidas, junto com animais de estimação, em estruturas de atendimento emergencial.

O aumento da demanda colocou pressão sobre os serviços de assistência social, que precisaram ampliar o atendimento para atender à procura acima do padrão registrado em períodos sem frio intenso. A queda acentuada das temperaturas ocorreu de forma rápida, o que contribuiu para o aumento imediato da busca por acolhimento.

Na área da saúde, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) registrou 49 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre janeiro e maio. Embora os casos não estejam diretamente ligados apenas à frente fria, a queda de temperatura é um fator que agrava doenças respiratórias e pode elevar o número de atendimentos nas unidades de saúde.

A frente fria que atingiu o Estado é considerada a mais intensa de 2026 até o momento, com atuação de uma massa de ar polar que provocou queda rápida nas temperaturas tanto no campo quanto nas cidades.

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