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Campo Grande tem cesta a R$ 826 e trabalhador gasta mais da metade do salário com comida

Levantamento mostra alta pelo segundo mês seguido; capital exige 112 horas de trabalho para comprar itens básicos

13/05/2026 às 16h39 Atualizada em 15/05/2026 às 12h45
Por: João Paulo Ferreira
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Levantamento aponta que cesta básica em Campo Grande consome mais da metade do salário mínimo líquido do trabalhador
Levantamento aponta que cesta básica em Campo Grande consome mais da metade do salário mínimo líquido do trabalhador

O custo da cesta básica em Campo Grande chegou a R$ 826,89 em abril de 2026, após alta de 2,60% em relação a março, e passou a comprometer 55,15% do salário mínimo líquido do trabalhador. Os dados são da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada pelo Dieese em parceria com a Conab.

O levantamento aponta que, para adquirir os produtos básicos, o trabalhador da Capital precisou dedicar 112 horas e 13 minutos de trabalho no mês. Em março, o tempo necessário era menor, o que indica aumento do peso da alimentação no orçamento.

No acumulado de 2026, a cesta básica em Campo Grande já subiu 6,57%, enquanto na comparação com abril do ano passado a alta é de 2,71%.

Pesquisa do Dieese/Conab mostra custo, variação e peso da cesta básica nas 27 capitais em abril de 2026; Campo Grande aparece com R$ 826,89 e comprometimento de 55,15% do salário mínimo líquido

Entre os produtos que mais pressionaram os preços na Capital estão a batata, com aumento de 19,57% no mês, o tomate (11,89%) e o leite integral (8,78%). Também registraram alta itens como óleo de soja, feijão, arroz, manteiga e carne bovina.

O cenário em Campo Grande acompanha o movimento nacional. Pelo segundo mês consecutivo, a cesta básica ficou mais cara nas 27 capitais pesquisadas, com destaque para aumentos mais intensos em cidades como Porto Velho, Fortaleza e Cuiabá.

No ranking nacional, São Paulo lidera com a cesta mais cara do país (R$ 906,14), seguida por Cuiabá (R$ 880,06). Campo Grande aparece entre as capitais com maior custo, acima de R$ 800.

Além da alta nos preços, o levantamento escancara a defasagem do salário mínimo frente ao custo de vida. Em abril de 2026, o Dieese estima que o salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 7.612,49 — o equivalente a 4,7 vezes o valor atual de R$ 1.621.

Na média nacional, o trabalhador comprometeu 49,57% da renda líquida apenas com a compra da cesta básica e precisou trabalhar mais de 100 horas para adquirir os alimentos essenciais.

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