
O custo da cesta básica em Campo Grande chegou a R$ 826,89 em abril de 2026, após alta de 2,60% em relação a março, e passou a comprometer 55,15% do salário mínimo líquido do trabalhador. Os dados são da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada pelo Dieese em parceria com a Conab.
O levantamento aponta que, para adquirir os produtos básicos, o trabalhador da Capital precisou dedicar 112 horas e 13 minutos de trabalho no mês. Em março, o tempo necessário era menor, o que indica aumento do peso da alimentação no orçamento.
No acumulado de 2026, a cesta básica em Campo Grande já subiu 6,57%, enquanto na comparação com abril do ano passado a alta é de 2,71%.
Entre os produtos que mais pressionaram os preços na Capital estão a batata, com aumento de 19,57% no mês, o tomate (11,89%) e o leite integral (8,78%). Também registraram alta itens como óleo de soja, feijão, arroz, manteiga e carne bovina.
O cenário em Campo Grande acompanha o movimento nacional. Pelo segundo mês consecutivo, a cesta básica ficou mais cara nas 27 capitais pesquisadas, com destaque para aumentos mais intensos em cidades como Porto Velho, Fortaleza e Cuiabá.
No ranking nacional, São Paulo lidera com a cesta mais cara do país (R$ 906,14), seguida por Cuiabá (R$ 880,06). Campo Grande aparece entre as capitais com maior custo, acima de R$ 800.
Além da alta nos preços, o levantamento escancara a defasagem do salário mínimo frente ao custo de vida. Em abril de 2026, o Dieese estima que o salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 7.612,49 — o equivalente a 4,7 vezes o valor atual de R$ 1.621.
Na média nacional, o trabalhador comprometeu 49,57% da renda líquida apenas com a compra da cesta básica e precisou trabalhar mais de 100 horas para adquirir os alimentos essenciais.