
Mato Grosso do Sul registrou aumento na taxa de desemprego no primeiro trimestre de 2026, após encerrar 2025 com o menor índice da série histórica. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (14) mostram que a taxa de desocupação no estado subiu de 2,4% para 3,8% no trimestre encerrado em março.
Apesar da alta de 1,4 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, Mato Grosso do Sul manteve a sexta menor taxa de desemprego do Brasil. Apenas Santa Catarina (2,7%), Mato Grosso (3,1%), Rondônia (3,1%), Paraná (3,5%) e Espírito Santo (3,7%) tiveram índices menores no período. A média nacional ficou em 6,1%.
Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), o estado tinha 2,28 milhões de pessoas em idade de trabalhar no trimestre encerrado em março. Desse total, 1,48 milhão integravam a força de trabalho. Ao todo, 1,42 milhão estavam ocupadas e 56 mil desocupadas.
Na comparação com o mesmo período do ano passado, Mato Grosso do Sul registrou crescimento de 40 mil pessoas na força de trabalho e aumento de 41 mil pessoas ocupadas.
Campo Grande também apresentou aumento no desemprego. A taxa de desocupação na capital foi estimada em 4,1% no trimestre encerrado em março, alta de 1 ponto percentual em relação ao fim de 2025. Mesmo assim, Campo Grande ficou entre as quatro capitais com menor desemprego do país, atrás apenas de Vitória (2,8%), Palmas (3,8%) e Curitiba (3,9%).
O levantamento também aponta estabilidade no número de empregados no estado, com cerca de 1,025 milhão de pessoas empregadas. Deste total, 727 mil atuavam no setor privado, 312 mil trabalhavam por conta própria e 218 mil estavam no setor público.
Entre os trabalhadores do setor privado, houve aumento no número de empregados com carteira assinada, que passou de 575 mil para 583 mil pessoas. Já os empregados sem carteira assinada caíram de 153 mil para 143 mil.
A informalidade também recuou em Mato Grosso do Sul. O estado fechou o primeiro trimestre de 2026 com 425 mil trabalhadores em condição informal, o equivalente a 29,8% da população ocupada. O índice colocou Mato Grosso do Sul como o terceiro estado com menor taxa de informalidade do Brasil, atrás apenas de Santa Catarina e Distrito Federal.
O rendimento médio habitual de todos os trabalhos em Mato Grosso do Sul ficou em R$ 3.768 no trimestre encerrado em março, valor considerado estável pelo IBGE em relação ao trimestre anterior e acima da média nacional, que ficou em R$ 3.722.