
A Polícia Civil deflagrou nesta segunda-feira (18) a operação “Marco Zero”, que cumpriu 18 mandados de prisão preventiva contra investigados por estupro de vulnerável e outros crimes sexuais contra crianças e adolescentes em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Pernambuco. A ação faz parte da campanha Maio Laranja, voltada ao combate ao abuso e à exploração sexual infantojuvenil.
Os mandados foram cumpridos em Campo Grande, Cuiabá (MT) e Recife (PE), com apoio de equipes especializadas das polícias civis dos três estados. Em Mato Grosso do Sul, a ação contou com participação do Grupo de Operações e Investigações (GOI).
Segundo a Polícia Civil de Mato Grosso, responsável pela coordenação da operação, os alvos são investigados por crimes relacionados a abuso sexual infantil e estupro de vulnerável. As investigações reuniram provas consideradas suficientes para justificar os pedidos de prisão preventiva.
O delegado Ramiro Mathias Ribeiro Queiroz, da Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica) de Cuiabá, afirmou que a operação busca retirar de circulação suspeitos envolvidos em crimes graves contra menores.
“Estamos tratando de crimes extremamente graves, que causam danos profundos às vítimas e às famílias. O enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes é prioridade”, afirmou o delegado em nota divulgada pela Polícia Civil.
Até o momento, as autoridades não divulgaram quantos mandados foram cumpridos especificamente em Mato Grosso do Sul, nem quantos investigados presos possuem antecedentes ou reincidência em crimes sexuais.
A operação ocorre no Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, lembrado em 18 de maio em todo o país. A data foi criada em memória de Araceli Cabrera Crespo, menina de 8 anos assassinada em 1973, em um caso que se tornou símbolo da luta contra a violência sexual infantil no Brasil.
Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostram que os registros de estupro de vulnerável seguem em alta no país, com vítimas majoritariamente menores de 14 anos.