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Reajuste de 1.185% da Cassems começa a valer e pesa no bolso de 42 mil famílias em MS

Cobrança dos cônjuges sobe de R$ 35 para R$ 450 na competência de maio e entra em vigor nesta semana enquanto ações judiciais ainda aguardam decisão

30/05/2026 às 10h11 Atualizada em 01/06/2026 às 09h43
Por: João Paulo Ferreira
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Ricardo Ayache preside a Cassems, que iniciou nesta semana a cobrança do reajuste de 1.185% para cônjuges de servidores estaduais em Mato Grosso do Suls
Ricardo Ayache preside a Cassems, que iniciou nesta semana a cobrança do reajuste de 1.185% para cônjuges de servidores estaduais em Mato Grosso do Suls

O reajuste de 1.185% na contribuição cobrada pela Cassems dos cônjuges de servidores estaduais começa a valer nesta semana em Mato Grosso do Sul. A partir da competência de maio de 2026, a mensalidade do dependente sobe de R$ 35 para R$ 450. A cobrança deve atingir cerca de 42 mil pessoas e passa a valer enquanto ações judiciais que tentam barrar a medida ainda aguardam decisão.

O aumento foi anunciado pela Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul e provocou reação imediata entre beneficiários, sindicatos e parlamentares. Desde então, três ações foram protocoladas na Justiça pedindo a suspensão da nova cobrança, mas até este sábado (30) não havia decisão liminar impedindo a entrada em vigor do reajuste.

A Cassems sustenta que a mudança foi necessária para equilibrar as contas do plano. Segundo a entidade, a arrecadação anual com os cônjuges gira em torno de R$ 61 milhões, enquanto as despesas médicas desse grupo ultrapassaram R$ 250 milhões no mesmo período. A projeção apresentada pela direção aponta déficit anual de R$ 189 milhões.

Ainda conforme a Caixa, para cada R$ 1 arrecadado com a contribuição dos cônjuges, foram gastos R$ 4,08 em consultas, exames, internações e demais atendimentos.

Na prática, o reajuste acrescenta R$ 415 por mês à cobrança de cada cônjuge vinculado ao plano. Em um ano, isso representa R$ 4.980 a mais no orçamento familiar do servidor.

A mudança ampliou a mobilização entre beneficiários em Mato Grosso do Sul. Em grupos de WhatsApp e redes sociais, servidores passaram os últimos dias cobrando revisão da medida e questionando o impacto financeiro para famílias que dependem do plano.

A discussão também chegou à Assembleia Legislativa. O deputado estadual Paulo Duarte protocolou pedido formal de esclarecimentos cobrando informações detalhadas sobre o déficit apresentado pela Caixa e os critérios usados para definir o novo valor.

Entidades sindicais também pressionam por revisão do reajuste ou por aumento da participação do Governo do Estado no custeio do plano de saúde. Entre os beneficiários, a principal cobrança é para que a conta não recaia exclusivamente sobre os servidores.

O debate também ampliou questionamentos sobre a gestão financeira da Caixa nos últimos anos e sobre quais decisões administrativas antecederam a adoção do aumento.

Até a manhã deste sábado (30), a cobrança seguia mantida e passaria a valer sem decisão judicial suspendendo a medida.

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