18°C 25°C
Campo Grande, MS
Publicidade

Com 14 mortes, Dourados lidera crise da chikungunya e leva MS ao maior número de mortes da história

Estado chegou a 21 óbitos confirmados em 2026, maior número já registrado desde o início da série histórica; Dourados concentra dois terços das mortes e segue como epicentro da epidemia

31/05/2026 às 12h10 Atualizada em 01/06/2026 às 15h22
Por: João Paulo Ferreira
Compartilhe:
Dourados concentra 14 das 21 mortes por chikungunya registradas em Mato Grosso do Sul em 2026, segundo boletim divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde
Dourados concentra 14 das 21 mortes por chikungunya registradas em Mato Grosso do Sul em 2026, segundo boletim divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde

Mato Grosso do Sul chegou a 21 mortes confirmadas por chikungunya em 2026 e bateu o maior número já registrado desde o início da série histórica da doença no Estado. O dado foi confirmado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES). Entre os municípios, Dourados concentra 14 das 21 mortes contabilizadas até agora e segue como o principal foco da epidemia.

A nova morte confirmada pela SES é de um homem de 50 anos, morador de Itaporã, que passa a registrar o primeiro óbito pela doença neste ano. No acumulado de 2026, Mato Grosso do Sul soma 12.811 casos prováveis e 6.360 confirmações laboratoriais de chikungunya.

Com dois terços de todas as mortes registradas no Estado concentradas em Dourados, a cidade mantém o cenário mais grave de Mato Grosso do Sul. A epidemia começou com maior intensidade nas aldeias Jaguapiru e Bororó e, nas semanas seguintes, avançou também para a área urbana.

A sequência de mortes transformou Dourados no centro da crise estadual. A cidade já vinha registrando alta nos atendimentos, internações e pressão crescente sobre a rede pública de saúde desde março.

Mesmo após decretos de emergência, reforço estadual, vacinação prioritária e envio de equipes para atendimento, os números continuam elevados. Dourados segue muito acima dos demais municípios e concentra a maior parte dos casos mais graves registrados até agora.

O contraste aparece nos próprios dados do boletim. Itaporã confirmou nesta sexta-feira (29) a primeira morte do ano por chikungunya. Em Dourados, o total chegou a 14.

A situação mais crítica continua ligada às aldeias indígenas do município, onde a circulação do vírus teve avanço acelerado e provocou a maior concentração de casos graves e mortes desde o início do ano.

Com o novo boletim, Mato Grosso do Sul ultrapassa todas as marcas anteriores e entra em 2026 com o maior número de mortes por chikungunya desde que a doença passou a ser monitorada oficialmente no Estado.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.