
Mato Grosso do Sul chegou a 21 mortes confirmadas por chikungunya em 2026 e bateu o maior número já registrado desde o início da série histórica da doença no Estado. O dado foi confirmado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES). Entre os municípios, Dourados concentra 14 das 21 mortes contabilizadas até agora e segue como o principal foco da epidemia.
A nova morte confirmada pela SES é de um homem de 50 anos, morador de Itaporã, que passa a registrar o primeiro óbito pela doença neste ano. No acumulado de 2026, Mato Grosso do Sul soma 12.811 casos prováveis e 6.360 confirmações laboratoriais de chikungunya.
Com dois terços de todas as mortes registradas no Estado concentradas em Dourados, a cidade mantém o cenário mais grave de Mato Grosso do Sul. A epidemia começou com maior intensidade nas aldeias Jaguapiru e Bororó e, nas semanas seguintes, avançou também para a área urbana.
A sequência de mortes transformou Dourados no centro da crise estadual. A cidade já vinha registrando alta nos atendimentos, internações e pressão crescente sobre a rede pública de saúde desde março.
Mesmo após decretos de emergência, reforço estadual, vacinação prioritária e envio de equipes para atendimento, os números continuam elevados. Dourados segue muito acima dos demais municípios e concentra a maior parte dos casos mais graves registrados até agora.
O contraste aparece nos próprios dados do boletim. Itaporã confirmou nesta sexta-feira (29) a primeira morte do ano por chikungunya. Em Dourados, o total chegou a 14.
A situação mais crítica continua ligada às aldeias indígenas do município, onde a circulação do vírus teve avanço acelerado e provocou a maior concentração de casos graves e mortes desde o início do ano.
Com o novo boletim, Mato Grosso do Sul ultrapassa todas as marcas anteriores e entra em 2026 com o maior número de mortes por chikungunya desde que a doença passou a ser monitorada oficialmente no Estado.