
Os brasileiros ganharam uma nova opção para assistir filmes, séries e documentários sem pagar assinatura. O governo federal lançou a plataforma Tela Brasil, primeiro serviço público de streaming do país, com acesso gratuito e catálogo inicial de mais de 550 obras audiovisuais brasileiras.
A plataforma foi apresentada durante o Rio2C 2026, realizado na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra da Cultura, Margareth Menezes. A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Cultura e foi desenvolvida em parceria com a Universidade Federal de Alagoas (UFAL).
O catálogo reúne produções realizadas entre 1910 e 2025, incluindo clássicos do cinema brasileiro, obras premiadas internacionalmente, documentários, animações, séries e filmes que representaram o Brasil em premiações como o Oscar. Entre os títulos disponíveis estão "Central do Brasil", "Cidade de Deus", "Carandiru", "A Hora da Estrela", "O Menino e o Mundo" e "O Que É Isso, Companheiro?".
Segundo o Ministério da Cultura, a plataforma estreia com cerca de 555 obras audiovisuais. O acervo inclui curtas-metragens, médias-metragens, longas, telefilmes e produções seriadas. A proposta é ampliar o acesso da população ao audiovisual brasileiro e preservar a memória cultural do país.
Para assistir aos conteúdos, o usuário precisa apenas acessar a plataforma e fazer login com uma conta Gov.br. Não há cobrança de mensalidade nem necessidade de contratar qualquer plano. Neste primeiro momento, o serviço funciona na versão web. Os aplicativos para Android e iOS devem ser disponibilizados posteriormente.
O acervo inicial foi formado com obras financiadas pelo Fundo Setorial do Audiovisual, além de produções preservadas por instituições como a Cinemateca Brasileira, a Fundação Cultural Palmares, a Funarte e o Centro Técnico Audiovisual (CTAv).
O governo informou que a Tela Brasil recebeu investimentos para licenciamento de obras, desenvolvimento tecnológico e recursos de acessibilidade. A plataforma contará com ferramentas como audiodescrição, legendagem descritiva e conteúdos em Libras.
Além do catálogo já disponível, o Ministério da Cultura anunciou uma parceria com a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) para incorporar conteúdos da TV Brasil e ampliar gradualmente o número de produções oferecidas aos usuários.