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Celular voltará a ser usado em sala de aula para atividades com inteligência artificial em MS

Após oficializar parceria com o Google, governo estadual informou que estudantes poderão acessar o Gemini em atividades planejadas pelos professores e acompanhadas pela rede de ensino

03/06/2026 às 08h46 Atualizada em 03/06/2026 às 14h59
Por: João Paulo Ferreira
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Estudantes da Rede Estadual de Ensino poderão utilizar ferramentas de inteligência artificial em atividades pedagógicas orientadas por professores após parceria firmada entre o Governo de Mato Grosso do Sul e o Google
Estudantes da Rede Estadual de Ensino poderão utilizar ferramentas de inteligência artificial em atividades pedagógicas orientadas por professores após parceria firmada entre o Governo de Mato Grosso do Sul e o Google

Os celulares poderão voltar a ser utilizados em sala de aula nas escolas estaduais de Mato Grosso do Sul, mas com uma finalidade específica: o acesso a ferramentas de inteligência artificial em atividades pedagógicas orientadas pelos professores. A medida foi detalhada pelo Governo do Estado após a assinatura, na segunda-feira (1º), de uma parceria com o Google para levar o Gemini e outras ferramentas educacionais à Rede Estadual de Ensino.

O anúncio foi feito durante o evento "Raízes do Futuro", realizado na Governadoria, em Campo Grande. A iniciativa prevê a disponibilização de ferramentas de inteligência artificial para aproximadamente 190 mil estudantes da rede estadual e a capacitação de cerca de 5 mil professores.

Segundo o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, a inteligência artificial já faz parte da rotina de muitos estudantes e o objetivo do Estado é incorporar essa realidade ao ambiente escolar de forma organizada e supervisionada.

De acordo com o governo, os alunos terão acesso ao Gemini e ao Google Workspace for Education, conjunto de ferramentas educacionais do Google voltadas para atividades de ensino e aprendizagem.

O secretário estadual de Educação, Hélio Daher, afirmou que a tecnologia não será utilizada de forma livre pelos estudantes. A proposta é que os professores planejem as atividades e definam quando a inteligência artificial poderá ser utilizada dentro do processo pedagógico.

"A grande preocupação nossa agora é como trabalhar esse acesso", afirmou o secretário durante o evento. Segundo ele, a IA poderá ser utilizada em diversas disciplinas, mas sempre vinculada ao planejamento educacional elaborado pelos docentes.

Celular continuará com uso restrito

A adoção da inteligência artificial nas escolas levanta uma questão prática: como conciliar a nova ferramenta com as restrições ao uso de celulares nas unidades de ensino.

Segundo Hélio Daher, o aparelho continuará com uso controlado, mas poderá ser utilizado quando fizer parte de uma atividade pedagógica previamente definida pelo professor.

"O celular tem uso restrito, mas não proibido. Nós vamos utilizar o celular como ferramenta através do uso do Gemini, de maneira orientada", afirmou o secretário.

A Secretaria de Estado de Educação também pretende promover treinamento específico para os profissionais da rede. O objetivo é preparar os professores para incorporar a inteligência artificial às atividades escolares e orientar os estudantes sobre pesquisa, produção de conteúdo e uso ético da tecnologia.

Rede já utiliza ferramentas do Google

A estrutura necessária para a implantação da novidade já existe em parte da rede estadual. Desde a pandemia, estudantes e professores utilizam contas institucionais do Google para atividades educacionais, o que deve facilitar a integração do Gemini ao ambiente escolar.

Segundo o governo estadual, a proposta é ampliar o acesso à tecnologia em sala de aula, fortalecer o ensino digital e oferecer novas ferramentas pedagógicas para alunos e professores.

Representantes do Google afirmaram que o uso da plataforma seguirá as normas brasileiras de proteção de dados e as regras voltadas ao ambiente digital de crianças e adolescentes. De acordo com a empresa, os dados utilizados por alunos e professores permanecerão dentro das estruturas criadas para as instituições de ensino.

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