
Os consumidores de Mato Grosso do Sul e de todo o país continuarão pagando mais pela energia elétrica em junho. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou a manutenção da bandeira tarifária amarela para o mês, mantendo a cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos nas contas de luz.
A decisão foi anunciada pela agência reguladora no fim de maio e vale para todas as distribuidoras conectadas ao Sistema Interligado Nacional. Com isso, residências, comércios e indústrias seguem sujeitos à taxa extra que já havia sido aplicada em maio.
Segundo a Aneel, a manutenção da bandeira amarela ocorre em razão da redução das chuvas e da transição para o período seco em diversas regiões do país. Com menor volume de água nos reservatórios das hidrelétricas, aumenta a necessidade de acionamento de usinas termelétricas, cuja geração de energia tem custo mais elevado.
O sistema de bandeiras tarifárias foi criado para sinalizar aos consumidores as condições de geração de energia no país. Quando a produção hidrelétrica é suficiente para atender à demanda, vigora a bandeira verde, sem cobrança adicional. Já as bandeiras amarela e vermelha indicam aumento nos custos de geração, que são repassados parcialmente aos consumidores.
A bandeira verde permaneceu em vigor entre janeiro e abril deste ano. Em maio, a Aneel acionou a bandeira amarela pela primeira vez em 2026, justificando a mudança pela piora das condições de geração hidrelétrica. Agora, o cenário levou à manutenção da cobrança extra também em junho.
Embora o valor adicional pareça pequeno individualmente, o impacto tende a ser maior para famílias e empresas com consumo elevado de energia. Equipamentos como chuveiros elétricos, freezers, geladeiras, máquinas industriais e sistemas de climatização continuam entre os principais responsáveis pelo aumento do consumo mensal.
A Aneel orienta os consumidores a adotarem medidas de uso consciente da energia, como evitar desperdícios, desligar aparelhos que não estejam sendo utilizados e priorizar equipamentos com maior eficiência energética. A recomendação ganha importância em um momento em que o país entra no período tradicionalmente mais seco do ano, quando a pressão sobre o sistema elétrico costuma aumentar.