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NR-1 exige nova postura do RH sobre saúde mental no trabalho
Mudança na legislação inclui riscos psicossociais no gerenciamento ocupacional, ampliando o olhar sobre sobrecarga, assédio e jornadas excessivas n...
11/06/2026 16h05
Por: Redação Fonte: Agência Dino

A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que entrou em vigor no dia 26 de maio, marca uma mudança importante na forma como as empresas devem lidar com saúde e segurança no trabalho. A partir de agora, riscos psicossociais integram oficialmente o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), ampliando a responsabilidade das organizações sobre fatores relacionados à saúde mental e à forma como o trabalho é estruturado.

Na prática, situações como jornadas exaustivas, excesso de horas extras, pressão excessiva por metas, assédio moral ou sexual, falta de pausas, conflitos interpessoais e desequilíbrio entre vida profissional e pessoal entram de forma explícita no radar das fiscalizações do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Embora muitos desses fatores já fossem observados de forma indireta em normas ligadas à ergonomia e saúde ocupacional, a atualização transforma o tema em exigência formal, com necessidade de identificação, acompanhamento contínuo, adoção de medidas preventivas e comprovação documental.

Para Fernando Lemmertz e Luiz Eduardo Cezar, diretores da Secullum Software, empresa especializada em soluções para gestão de RH e DP, a mudança reforça um movimento que já vinha ganhando espaço dentro das empresas, mas que agora passa a exigir maior estrutura. "Não basta mais reconhecer que esses riscos existem. A nova NR-1 exige acompanhamento permanente, atuação preventiva e registros que comprovem esse gerenciamento. Sem dados estruturados, não existe gestão de risco, existe tentativa", afirmam.

Isso significa que, com a atualização, o impacto recai diretamente sobre a rotina dos setores de Recursos Humanos, e o acompanhamento da jornada deixa de ser apenas uma obrigação operacional e passa a se conectar à prevenção de riscos ligados ao bem-estar e à saúde emocional dos colaboradores.

De acordo com Lemmertz e Cezar, esse novo cenário exige mudança de postura, já que é obrigação do RH ter maior controle sobre volume de horas extras, pausas, escalas e sinais recorrentes de sobrecarga dentro das equipes. "O RH deixa de atuar somente quando o problema aparece e passa a assumir um papel estratégico e preventivo dentro da organização. É preciso acompanhar o dia a dia com mais proximidade, interpretar dados e transformar essas informações em ações concretas voltadas à saúde e à segurança das pessoas", explicam.

A mudança ocorre em um momento de atenção crescente ao tema: em 2025, o Brasil registrou mais de 546 mil afastamentos por transtornos mentais,segundo dados do Ministério da Previdência Social. O levantamento reforça o avanço das discussões sobre saúde emocional no ambiente corporativo e seus impactos sobre produtividade, absenteísmo, turnover e clima organizacional.

Empresas ainda enfrentam desafios para se adequar

Apesar de a norma já estar em vigor no Brasil, muitas empresas ainda não estão totalmente preparadas para atender às novas exigências. Entre os principais entraves estão a falta de histórico confiável, baixa rastreabilidade de informações, dependência de planilhas e dificuldade em transformar percepções subjetivas em indicadores acompanháveis. "Muitas organizações ainda operam com pouca visibilidade sobre a jornada real dos colaboradores. Isso dificulta identificar sinais de excesso, acompanhar padrões e agir antes que o problema se transforme em afastamento, conflito interno ou passivo trabalhista", pontuam os diretores da Secullum.

De acordo com o MTE, os auditores-fiscais do trabalho poderão verificar se a empresa identificou adequadamente os riscos psicossociais, se há registro formal dessas análises dentro do PGR e se existem medidas concretas implementadas para reduzir os impactos. Caso seja constatada ausência de gerenciamento ou ações insuficientes, as empresas podem ser autuadas e as multas variam conforme o porte da organização, número de funcionários e gravidade da infração.

Para auxiliar no processo de adaptação, a Secullum Software desenvolveu um checklist gratuito com orientações práticas. O material reúne respostas para dúvidas frequentes relacionadas ao tema e propõe uma verificação dos principais pontos observados pela lei. Ele pode ser acessado aqui.

Tecnologia é uma aliada para comprovar conformidade

Com a exigência de monitoramento contínuo e documentação comprobatória, ferramentas digitais passam a ocupar um papel cada vez mais relevante no processo de adequação à norma. Na avaliação da Secullum Software, a tecnologia se torna aliada tanto da gestão de pessoas quanto da segurança jurídica das empresas. "Quando a empresa centraliza essas informações em um sistema, ela ganha previsibilidade. O RH consegue agir preventivamente, reduzir falhas manuais e construir uma base sólida de dados para tomada de decisão e auditorias", destacam Lemmertz e Cezar.

Por meio do Secullum Ponto Web, por exemplo, é possível acompanhar jornadas em tempo real, visualizar horas extras, identificar excessos recorrentes, gerar históricos confiáveis e manter rastreabilidade sobre registros e alterações. Além do controle de ponto eletrônico, a empresa também oferece recursos voltados à percepção e bem-estar dos colaboradores, com funcionalidades de Qualidade de Vida no Trabalho (QVT), que permitem ao RH acompanhar de forma contínua indicadores relacionados ao ambiente interno e à experiência das equipes.

"Os próximos desafios do setor estarão cada vez mais ligados à saúde mental, ao equilíbrio entre produtividade e bem-estar e ao uso estratégico de dados para prevenção de riscos psicossociais. A tendência é que as empresas transformem a percepção de riscos em ações práticas, contínuas e baseadas em informações confiáveis, deixando para trás processos manuais e modelos de gestão apenas reativos", concluem os gestores.

Sobre a Secullum Software

Com sede em Campo Bom (RS), a Secullum Software atua há 26 anos no desenvolvimento de sistemas de controle de ponto e gestão de acesso. Especialista em soluções para RH e DP, atende mais de 150 mil empresas em todo o Brasil e impacta cerca de 7 milhões de usuários diariamente. Além do compromisso de entregar soluções que tornam a gestão mais eficiente, a desenvolvedora preza pela segurança, inovação, transparência e honestidade nos seus relacionamentos.

Mais informações estão disponíveis em: www.secullum.com.br.